CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 21 de março de 2017

GOTAS FUGIDIAS

GOTAS FUGIDIAS - Rita Zuim Lavoyer

A água desce pelo canal aberto por muitas de suas forças,
as primeiras da nascente.
Ela é transparentemente cristalina.
Há um obstáculo do qual ela não pode se desviar,
quebrando-se, sem não antes registrar
nele a pancada rápida da sua vazão,
seguindo trincada o seu curso quebradeiro.
Tento pegar uma molécula,
que se espatifa no ar,
para matar a sede que
me causa esta revolução química.
Mas as suas partes caem em pé
e fogem mais fortes ainda
a procura de outros fragmentos,
na intenção de recompô-los,
deixando-me com água na boca.
Eu observo os furos na dura silhueta daquela pedra.
Desconheço-os todos, porque foram aquelas águas,
as primeiras que passaram,
que deixaram as suas marcas ali.
Sobre ela repouso-me e não demora
outra molécula me leva silenciosamente.
Apoiada neste silêncio,
descubro que há uma ilha em nós,
dentro da qual encontro o conforto do respeito
que se estende por todo aquele canal
que eu tenho que percorrer para entender-me
e entender o significado da minha passagem no outro.
Quando eu me reconheço
uma gota composta pelo universo que me deseja,
eu rio no choro daquela água
que me leva a nado para os braços do horizonte,
onde, encontrada por todos que ali chegaram,
seremos molécula única do oceano.

Um comentário:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Tão maltratada e tão necessária, né? Que os céus permitam que nunca venha a faltar, apesar de tudo o que fazem a ela... Parabéns e abraços, Rita.