CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

criar mundo


Tornando o meu dia melhor

Publicado no meu mural do facebook por uma professora especial.
Semana passada a emoção foi enorme!!
É por isso que, mesmo a passos de formiga, eu não desisto do meu trabalho.
Sabendo que minhas histórias transformam pessoas, ajudam a realizar sonhos de crianças me dá a certeza de que o meu suor não será em vão! 



"DEUS ABENÇOE VOCÊ ,UMA ESCRITORA FENOMENAL ,SINCERA E AINDA TEM TEMPO DE REALIZAR SONHOS.QUE DEUS TE ILUMINE SEMPRE!
SÓ ELE PARA LHE AGRADECER POR ESSE GESTO LINDO.SOMOS FÃS DE RITA LAVOYER,PARABÉNS PELO SEU TRABALHO COM NOSSAS CRIANÇAS QUE MUITAS   VEZES A ÚNICA RAZÃO DE SONHAR SÃO OS LIVROS.
BEIJOS DESSA PROFESSORA" - Elisângela Marcuz Bruno


Obrigada, professora Elisângela, por ser uma luz no caminho das suas crianças. São professoras como você que tornam essa difícil missão de educar a melhor profissão do planeta: Professora!

Rita Lavoyer

terça-feira, 17 de junho de 2014

O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU - Padeiro português lavando a honra.




                Joaquim Manoel, o Quinzim,  dormia cedo para acordar mais cedo ainda, tomar o rumo da padaria e  produzir, madrugada afora, os pães do mesmo jeito que o seu pai lhe ensinara. Sonhava vê-lo proprietário daquele estabelecimento, mas, como consolo, restou-lhe apenas assumir a função do pai depois que ele faleceu. Esqueceram-no sozinho naquele ofício.
          O avental do Quinzim era tão branco quanto a pureza da sua alma. Exigia de si mesmo higiene profunda. O ambiente onde trabalhava era rigorosamente desinfetado por ele. Acostumou-se à solidão da labuta e não deixava que ninguém lavasse as assadeiras. Somente ele fazia, para certificar-se de que não restaria nenhuma sujeira que o comprometesse.  

                Os seus pãezinhos quentes enchiam, a distância,  narizes e bocas famintos por um pedaço daquelas multiplicações de alegria. Arrumava-os no cesto e o colocava, cheinho, sobre o balcão onde os fregueses madrugadeiros  o esperavam para empacotar os pedidos.     Muitos resolviam suas vontades ali mesmo, comendo o pão com manteiga derretendo, acompanhado de um pingado, outros com bastante mortadela.
           O crocante das mordidas arrepiava as salivas dos que aguardavam sua vez, babando.   Não havia pães que se igualavam aos do Quinzim.  Mas... Uma madame passou a não suportá-lo. Enfrentava a fila do pão reclamando de todos os defeitos que o padeiro nem suponha existir porque, certa vez, ele a convidou a deixar seu “pet darling” do lado de fora da padaria, evitando comprometer a limpeza do ambiente. Após esse ocorrido, passou a ser rotina, diante dos fregueses assíduos, as ofensas daquela senhora ao padeiro, calando a todos de indignação.  

                De tanto ter ralado, pela madame, os ossos do seu sentimento, numa madrugada, o pó  acumulado no porão da sua insônia calcificou-se  nas paredes do ódio de Joaquim Manoel.

                Tentando recuperar os gozos por aquela madame  impedidos dias e dias, preparando a massa sobre a mesa , retirou dela as mãos ainda grudentas, revirou seu avental branquíssimo e esforçou-se para liberar o seu prazer retido. Aliviado, misturou-o àquela massa, sovando-a. Pela primeira vez ofegava enquanto colocava os pães no forno. Assados, jogou no cesto aqueles pães que saciariam quem deseja tomar, calado, um café com pão e manteiga. 

                Abriu a porta e, para sua surpresa, sua desafeta foi a primeira a entrar. Cheio de si, Quinzim escolheu 15 dos mais branquinhos, os empacotou e os entregou à madame como cortesia da casa, querendo conquistar-lhe a confiança.  Ela o observou, estranhando aquela atitude. Sem questionar, passou a ser a primeira a chegar à padaria em companhia do seu cachorrinho, que entrava antes dela.

                Assim, as madrugadas daquele padeiro passaram a ser puro prazer e, a cada manhã, aumentava por ele a simpatia daquela madame, que lhe trouxera novas  freguesas.  Joaquim delegou a outros a função de lavar as assadeiras, mas de trabalhar sozinho nas madrugadas e de preparar a primeira fornada do dia ele não abriu mão: era ele quem misturava os seus ingredientes à massa, diferenciando ainda mais os seus pães de outros qualquer. 
               Depois que aquela freguesia assídua saía, Quinzim passava o turno a outros e ia embora. No caminho, entrava em uma padaria, comprava pão e  ia tomar o seu café da manhã com a família.  
Autoria- Rita Lavoyer

sábado, 7 de junho de 2014

FALAR SOBRE FUTEBOL


FALAR SOBRE FUTEBOL

                 Não há como, neste momento esportivo pelo qual o país está passando, não falarmos sobre futebol. Principalmente neste mês em que a mídia o tem como um dos principais focos. Ficarmos alheios é impossível.

                Eu gostaria muito de narrar um jogo, por exemplo, mas como se não entendo as marcações, as posições e nem sei dar nome a alguns tipos de jogadas?

                Aqui em casa, quando o papai de todos senta-se no sofá, para assistir ao time dele, prefere que todos estejamos em silêncio. Sinceramente, eu não gosto do som da televisão, por isso, se eu estiver em casa peço que ele assista ao jogo no limite da potência  auditiva que ele possui.

                Apesar de a tolerância dele ser expandida, se alguém atravessar várias vezes sua frente ele acaba perdendo a paciência. Acho tratar-se de uma característica dos espectadores em geral.  Relacionei a isso  um fato que gerou outros fatos  estúpidos sobre “atravessar na frente”. Foi quando uma professora, aqui de Araçatuba, recebeu um processo por segurar no braço de um aluno que não parava no lugar, e o colocou sentado na carteira dele.

                Esse corretivo aplicado pela professora levou o pai do aluno a outras atitudes, inclusive a fazer com que ela respondesse a um processo administrativo, sem contarmos outros processos que ela própria travaria com o seu psicológico abalado, que lhe causaria perdas significativas.

                Como eu penso: continuei pensando no quanto os professores preparam as suas aulas e não conseguem aplicá-las a contento porque alunos os atrapalham o tempo todo, “atravessando-lhes a frente”, impedindo que o conteúdo seja, no mínimo, apresentado a outros alunos que esperam algumas explicações.

                Perguntei-me: será que esse pai, quando senta-se no sofá para assistir a qualquer programa, se o seu ‘pimpolho’ atravessar várias vezes sua frente, impedindo-o de ver o que se passa na tela, ele não gritaria, ou pegaria no braço do filho, mandando-o, sabe-se lá para onde, sob xingamentos e agressões diversas? Todavia ele teve a petulância de fazer denúncia contra uma professora que  colocou o seu filho no seu devido lugar, porque ela precisava dar aula a outros alunos!

                Agora eu encaro o fato de que eu  não sei mesmo falar sobre futebol. Tentei, não trago educação esportiva suficiente para tanto. Sei que esporte é de extrema importância para o ser humano em formação, como também sei que não há ciência que diga o contrário, uma vez que ele beneficia grandiosamente as pessoas, ajudando-as no  fortalecimento físico e psíquico, sem contar a sua grande contribuição à sociedade que, se formos relatar aqui, preencheríamos páginas e páginas, mas  não é esse o nosso intento.

                Termino aqui o meu texto dizendo que vou torcer para que o Brasil chegue a final nesta Copa do Mundo e que todos tenhamos educação, não só como torcedores, mas para todo o sempre, porque há muitas vidas em jogo e não temos um sistema de saúde competente para atender a todos numa eventual confusão com resultados trágicos.
              Tomara, também, que o vai e vem da bola não hipnotize a visão  propedêutica de quem quer e faz para que   mudanças nas mais varias esferas aconteçam. Isso sim tem que continuar sendo a bola da vez.

Rita Lavoyer

domingo, 1 de junho de 2014

CINZAS ADORMECIDAS



Rita Lavoyer

                Houve um tempo em que gente vestida apenas com a própria pele queimava em ideais de homem num todo. Em qualquer lugar em que  pisavam seus pés, renasciam dos úteros submersos gotas com sabor de amanhã que ainda não se podiam experimentar.
                O tempo daquela época se aveludava nas mãos ásperas das gentes  que lutavam pela comum união dos homens, para defende-los da frieza dos lobos.  
                Daquela gente de clamor efervescente o fogo queimou-a toda, repartindo-a  e espalhando-a para  as eras e eras,  mas a luz do seu calor ainda reina entre os que trazem na pele, para o amanhã, as cinzas daquele tempo.
                Raspam na quente terra batida as unhas dos lobos de inverno que aquecem, com o suor de quem não se deixa arrebanhar, os úteros dos rebanhos que se doam, à tosquia, àquela gente fragmentada que nem temperatura promove mais.
                Quando termômetros indicam baixas, os fragmentos daquela gente se unem e, novamente, o fogo se alastra em terreno que lhe é propício, derramando sobre os pelados rebanhos  ardores  que os aquecem, igualando-os, separando-os do todo enquanto tombam cinzas adormecidas.
                Depois juntam-nas ( as cinzas) todas num saco hermeticamente fechado para, numa oportuna ocasião, jogá-las nas caras de quem tem tudo a ver com isso.
                Fechem os olhos quem não quer ter as vistas embaçadas por esse tipo de pó.