CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014, Venha!

O ÚNICO ANO QUE NÃO COMPLETA EXATAMENTE UM ANO É ELE MESMO, SEMPRE TERMINA NA VÉSPERA.



O ANO É UM NATIMORTO ESPERTO, NASCE COM A CERTEZA DE QUE NÃO CHEGARÁ À PRIMEIRA INFÂNCIA. ELE TERMINA AINDA NO SEIO DO DIA A DIA.


O ENCERRAMOS, DEIXANDO-O PARA TRÁS COM AS GOTAS DO LEITE ESCORRENDO POR SUA BOCA FAMINTA POR FICAR.


NA SUA PRIMEIRA PRIMAVERA JÁ FAZEM PLANOS PARA O OUTRO PORVIR, QUERENDO-O ENCERRADO. AGUENTAR UM ANO, ESGOTA.


ANO, VOCÊ É O CULPADO DE TUDO, DE TUDO MESMO.


NOS ENCONTROS ACONTECIDOS, NAS SEPARAÇÕES DESEJADAS E NAS NÃO DESEJADAS. NOS SONHOS REALIZADOS, DESREALIZADOS, INCOMPLETOS E O RESTINHO DO QUE FOI IMPOSSÍVE ACABAR EM VOCÊ, QUEREMOS COMPLETAR NO NOVO, QUE JÁ ESTÁ BATENDO NA MINHA PORTA. MAS NÃO EM VOCÊ, LERO LERO KKKKK!


ANO, QUER SABER DE UMA COISA? NÃO ME ENGANA MAIS NÃO, SEI QUE VOCÊ SÓ MUDA DE ROUPA, PARA UMA NUMERAÇÃO MAIOR, MAS DENTRO DE VOCÊ, VOCÊ CONTINUARÁ O MESMO.


VOCÊ É MANIPULADO, SOU EU QUE O MANIPULO COM AS CORDAS DA MINHA SINFONIA.


DANCE, ANO, DANCE, QUE QUEM TOCA A MÚSICA SOU EU, NOS INSTRUMENTOS QUE ESTÃO AO MEU ALCANCE.


PROMETO QUE ADQUIRIREI OUTROS, MAIS SINFÔNICOS QUE OS QUE EU TOQUEI ATÉ AGORA. FAREI DE VOCÊ, ANO, AMANHÃ, UM PAR GOSTOSO PARA DANÇAR COMIGO.


DANÇA COMIGO, ANO. DANÇA?!



ANO, MEU GRANDE AMIGO ANO, SABER ESPERAR É UMA DÁDIVA. EMBORA EU SAIBA QUE VOCÊ ESTARÁ SEMPRE ATRÁS DE MIM , NÃO ME LARGARÁ JAMAIS, SERÁ A MINHA SOMBRA MESMO QUANDO NÃO HOUVER O SOL SOBRE A MINHA CABEÇA, ESTARÁ SEMPRE ATRÁS DE MIM, ANO.



A ÚNICA CERTEZA DE VOCÊ, 2014, É QUE VOCÊ SERÁ 2014. MUDÁ-LO, DEPENDERÁ SOMENTE DE MIM, COMO 2013, 2012, 2011, 2010...


EU TE AMO, ANO 2014, SEM TRAIR O 2013.


E COMO TODOS OS QUE AMAM, APRONTAM MUITAS E BOAS, NÃO PODEREI SER DIFERENTE.



RITA LAVOYER

sábado, 28 de dezembro de 2013

O ANO NÃO TERMINA, APENAS ENGATA NO OUTRO


 

Ainda há tempo para uma leitura antes de terminar este ano?
Comecei 2013 falando do ano da Serpente. Não fiz nenhuma profecia, não sou dada a vidente, também não farei retrospectiva, porque cada um lembra-se do que quer se lembrar,  mas sei que 2014, segundo o calendário chinês, é o ano do Cavalo, mais especificamente: Cavalo Madeira, da espécie que dispensa com facilidade o velho para consagrar o novo.

 Arri, égua! - que não é a fêmea do Cavalo neste calendário. A Mulher Cavalo, do calendário chinês, transborda vitalidade, enquanto que o Homem Cavalo é... é, proeminentemente, Cavalo mesmo: o sonho de algumas potras que, sugiro, devem continuar sonhando para continuarem existindo.

          E quem está cheinha de sonho é a “ Serpente de 2013”, seca de vontade de assumir seu lugar e mostrar sua potência, porque até agora ela regeu pouco, pela razão de ela carregar  no lombo a bagagem do seu anterior: 2012. Ela, a Serpente, descobre que terá função à noite do dia  31/12/2013, quando os ponteiros se unirem em cima do número 12 no relógio. Ela, a Serpente, é quem projetará o próximo ano: 2014- do Cavalo. Complicado? Explico:


A Serpente, durante ano de 2013, sonhou realizar-se, mas ela descobriu que o ano para o qual ela foi o signo, só tem sentido quando o novo chega, exatamente no momento em que parelham, embora os signos sejam diferentes, ela – a Serpente-  aprende que o novo não tem sentido sem carregar o recém terminado, porque há muito conteúdo dentro do ano que termina, que precisa ser concluído, entendendo que isso vai anos...

O fim de 2013 não é o primeiro nem o início de 2014 o último, é o anterior trocando a roupagem, mas carregando marcas das experiências que lhe correspondem, para vestir outra mais leve, que aqueça os ânimos da mesma bagagem que ganha, dia a dia, uma nova lição praticada pelas civilizações que nasceram de outras.

  Portanto, Cavalo, enquanto dirigente, não dispense com facilidade o velho, o 2013- da Serpente-, para consagrar o novo porque, enquanto Ano Novo, você  toma como seu os resultados dos esforços que brotaram  no passado, aqui, na figura da Serpente.

Não dispense o passado, Cavalo de 2014, pois está nele a base de sustento do seu conteúdo; embora futuro, você nasce primitivo. Você se civilizará no seu próprio tempo, que não demora muito- passa, como recompensa da união das forças de vontade: oportunidade para tornar-se cauteloso e discernido.

 Cavalo, os anos regidos por você propiciam ações assim, são agressivos. Agora aguenta, Cavalo, porque a Serpente vai engatar em você.
 Todo nascimento causa dor. Não adianta dar coices, gritar, que ninguém irá ouvi-lo.  Pode vir de quatro que ela já o aguarda de pé, para fazer os fogos de artifícios, com seus brilhos e sons estridentes, virarem metáforas, exatamente quando os ponteiros unirem-se.

 
Vai aguentar, 2014 – ano do Cavalo. Todos os outros anos também nasceram novos e viveram boas e más investidas para você poder chegar até aqui.

 Liga não, 2014 – Ano do Cavalo! Dentro de um ano você descarregará no seu sucessor o que não conseguiu resolver dentro de você mesmo.

Assim caminham as civilizações. Tomara, ninguém caia do cavalo. Mas se isso acontecer, que não perca de vista a Luz silenciosa do Criador que, desde Sua existência, nunca mudou de forma, nem de força,  tampouco  de signo.  
Autoria – Rita Lavoyer

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

CAÇA AO CUBO DOURADO- CONTINUAÇÃO - 2ª Parte e, agora, o final.

 
Retorno a esta postagem para registrar a minha impressão até agora sobre a Caça ao Cubo do Conhecimento.
 

No dia 24 de dezembro de 2013 o Menino Jesus renasceu quadrado, ou melhor:  ""cubado"" em Araçatuba
Muitos araçatubense  não esperaram o Papai-Noel na véspera do Natal. Esperaram o Bruno Toledo dar o ar da sua graça.
Não olharam para o Presépio. Fixaram-se no facebook, exatamente na página do Bruno Toledo.
Não esperaram a meia-noite chegar. Esperaram a primeira pista indicada pelo Bruno Toledo.
Não rezaram de mãos dadas  em celebração ao nascimento do Menino Jesus, mas uniram-se com lápis e papel nas mãos para resolverem equações. A adolescente tribo Lavoyer solucionou em milésimos de segundos o que teriam que resolver. Vi um menininho botar todo conhecimento algébrico para fora num estalo de rojão. 
Vi nascer um Natal diferente, meninada unida colocando em prática o seu potencial, que de pouco não tem absolutamente nada, sempre soube.  
Vi forças pedindo união para um único foco e a meninada traçando o próprio mapa. Era outra ceia formada  para a minha molecada naquele momento. Juro que eu vi células se transformando e eu amei.  Então eu disse:
 - Não comeram o ano todo, não precisam comer agora. Corram em direção aos traçados que vocês esboçaram.
E um carro virou presépio cheio de crianças e adolescentes “renascentes”. Deixaram as massas e os assados, os refrigerantes e as castanhas, os doces e os sorvetes e aceleraram, unidos, à Caça do Cubo Dourado.
Retornaram sem o Cubo Dourado, já madrugada adentro, cheios de união e de histórias para contar. Senti um Natal refazendo-se pelas trocas daquelas energias. Famintos, encheram pratos, comeram frio, beberam quente sem reclamar. A minha tribo, de barriga cheia, alimentou-se de outro alimento e eu amei.
Confesso, já estava bagaçada, cai não sei onde e dormi, eles ficaram esperando a próxima pista. Era 04h da manhã e me chamaram:
- Vamos! Eu sei onde que está! Está lá, olhe aqui a pista que o Bruno postou!
Vi raciocínio funcionar muito rápido entre os meus. Não podia impedir aquela vontade, fui!  Cheguei a um lugar onde Araçatuba, praticamente inteira, se encontrava.  Ali, assistia gente de todas as idades se confraternizando pela Caça ao Cubo Dourado e eu amei.
Celulares nas mãos a espera da terceira pista, postada por Bruno Toledo às 08h.  Em casa, o pai já estava atento, pesquisando, deduzindo, traçando esquemas. Ligou no celular, indicou o lugar, mostrou caminhos e fomos. Lá, encontramos uma  Araçatuba unida num mesmo objetivo. Embora cada um que esteja lá na Avenida Baguaçu tenha os seu interesse – ganhar o carro- , vi grupos formados, dividindo desejos à Caça do Cubo Dourado , achei isso saudável e eu amei.
Senti a falta do café, voltei pra casa, toda suja, descalça, em plena manhã de Natal, feliz por ver a minha molecadinha, entusiasmada, envolvendo-se em outros grupos, à Caça do Cubo Dourado e eu amei.
Agora são 10h21 eu fiquei em casa, mas meu filho saiu, levando junto o seu pai, em plena manhã de Natal, os dois, juntos, unindo forças, falando a mesma linguagem para encontrarem o Cubo Dourado.
Não me importa se vão encontrar ou não o Cubo Dourado, o 10º desta edição que começou há 15 dias agitando a meninada de todas as idades de Araçatuba, Penápolis, Birigui e Guararapes. Importante é ver o Natal renascer com outra roupagem, independente da sua forma geométrica.
A próxima pista será  postada às 12h. Aguardemos!
Em Araçatuba, a Caça ao Cubo Dourado, promovida pela Unitoledo, na pessoa do doutor Bruno Toledo, tornou o Natal, pelo menos o da minha família,  especialmente agitado  e eu amei.
Quer maneira mais humana de promover o Natal do que unir pessoas para trocarem  energias?
 
Ouvi besteiras de quem estava lá, a 'procura' do Cubo Dourado, dizendo que não passa de uma forma de ‘materialismo’.  Por que estava lá, então?

Vejo esta iniciativa socialmente valiosa, enquanto formadora de grupo para competir de forma saudável.
Que encontre o Cubo Dourado a equipe que melhor decifrou os códigos divulgados.
Doutor Bruno Toledo, ao senhor os meus mais sinceros votos de muitos Natais.
Desejo-lhe muitos Cubos Dourados.

Autoria: Rita Lavoyer


 
Exatamente 00:18 do dia 26/12/2013. Revezaram os elementos da nossa tribo: estão à caça ao cubo dourado: meu esposo e meu irmão. Que brincadeira mais genial foi essa! Isso vai ficar para a história dos meus filhos.

2ª parte - Não contentes por não terem achado o Cubo Dourado, os meus filhos não desistiram. Como o meu marido, na madrugada, chegou cansado de tanto caçar junto com o meu irmão, disse-nos que não voltaria mais.

Tá bom kkk... durante o dia, imprimiu todas as pistas e as ficou estudando, chegou  à conclusões mirabolantes , porém obvias, a respeito de tudo que leu, traçou, pesquisou,  e mais estudos em cima da 8ª pista postada às 18h kkkk.

Mas antes disso, às 14h, eu já estava no local, porque os filhos queriam voltar à Caça ao Cubo Dourado.

A pista postada às 18h fez pai e filho, aqui em casa, racharem-se em cálculos.
Foram, os dois, unirem-se aos araçatubenses caçadores.

Estou amando esta interação em que Araçatuba se envolveu.

Parabéns Bruno Toledo.

Imagem do último mapa publicado às 18h, com a 8ª e última pista.


26/12/2013, o caçador encontrou o Cubo Dourado na rua Caingang, por volta das 20h30.

Às 14h30 estive lá com os meus filhos, deduzi que o Cubo Dourado  estaria nesta rua em razão da importância dos Caingangues para a cidade de Araçatuba. Pensei que fosse em homenagem aos primeiros habitantes araçatubenses. Todavia, não o encontramos. Sai de lá com uma vontade danada de achar, não pelo prêmio, embora isso soe hipocrisia, mas pela satisfação de ver a união da minha família em  resolver os enigmas com entusiasmo.

Valeu, meus filhos!  Valeu, meu marido!  Valeu, meu irmão! Valeu, minha mãe!

Fomos unidos!  Amei isso!!!

Obrigada Unitoledo.
Obrigada Bruno Toledo.

Rita Lavoyer e família.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MEU AVÔ, MEU VELHINHO JESUS!



Hoje, o meu avô, senhor Vitório, completa 98 anos de vida nesta passagem. Ele se encontra do outro lado, mas está do lado de cá também, aqui dentro do meu coração, bem vivo como ele merece pelo amor que lhe tenho.
Ele está tão vivo quanto no dia 23/12/1915, data do seu nascimento. O meu avô, nesta data, estava feliz. Nós saíamos correndo do serviço para pegarmos o ônibus que nos levasse a tempo de comemorarmos o aniversário dele,  o ônibus chegava na rodoviária de Auriflama lá pelas 19h30, por aí, ele estava lá, nos esperando.  A minha mãe e seus 3 filhos éramos a completude dele.  Dava tempo de comemorarmos ainda no finalzinho da noite.
O dia de Natal, com ele, era diferente. Era a comemoração do dia de Natal. Havia motivações: ele por exemplo. O nosso velhinho: pai e avô Jesus Vitório!
Não éramos dados a trocas de presentes, não havia esse costume na minha casa, a razão era a falta de dinheiro, mas também não fazia falta. Se tivesse grana, meu avô nos encheria de presentes. Era lavrador, ganha pouco.
O meu avô, nós o chamávamos de Dinho, era puro amor, mas, infelizmente, não foi amado. O amor que os filhos e netos lhe dávamos, apesar de ele ser grato e retribuir, não era o amor que ele precisava, merecia e queria.  Ele casou-se lá no início da década de 40. Minha avó, até a entendo, não o amava. Ela nunca o amou de verdade. Foi um casamento onde ela viveu ao modo dela e ele se calou. Era da natureza dele se calar.
Calava-se perante as ofensas que ela proferia contra a família dele;
Calava-se perante a comida que não lhe era servida com gosto;
Calava-se perante a roupa que não era lavada com zelo;
Calava-se perante as humilhações enquanto homem e ser humano.
Calava-se!
Viveram  casados 60 anos, separados  59 dentro na mesma casa. Eu não tiro da minha avó as  razões de ela não querer ser a esposa dele, pois só quem sabe do coração dela é ela mesma, e havia as convenções, sabemos que existiram piores do que as de agora,  mas não lhe dava e não lhe dou razões para os maus tratos ao homem com quem ela conviveu até ele partir, há 13 anos. Ela é uma boa senhora, mas não queria ser a esposa dele, pronto! O amor que todos tínhamos por ele não ia mudar o sentimento dela pelo marido.
Partiu amando, com todas as suas falhas, fraquezas, vícios com a bebida, partiu amando sem nunca ter se dirigido de forma brusca a alguém, nem a ela- sua esposa- que tanto amava.
Lembro-me de que no dia do enterro dele eu lhe pedi:
- Dinha, a senhora não vai dar um beijo nele?
Racional, como sempre, ela me disse:
 - “Eu não! Não quero ficar me lembrando disso depois!”. 
Por causa dessas palavras dela eu já chorei, mas escrevendo sobre isso, agora, vejo a carinha dela na minha memória e  dou risada da astúcia da ‘véia’ que ela foi e é! Bichinha tinhosa!
 Aquele comportamento dela partiu mais ainda o meu coração naquele dia tão triste. Não suporto assistir uma pessoa que eu amo ser mal tratada.
Enfim, hoje é o aniversário do meu avô! E como ele se alegrava com as reuniões familiares,  vou festejar em homenagem a ele. Ele merece. Eu também!
Feliz aniversário, Vitório, meu Dinho querido! Feliz aniversário, meu velhinho Jesus! 
Sua neta: Rita de Cássia

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MARIA LUZIA VILLELA – UMA LUZ NO MEU CAMINHO




        Não vou esconder que quando eu a vi pela primeira vez tremi na base, literalmente. Olhava-a, observando os seus gestos elegantes, aqueles que transmitem a leveza da alma – a dela. Foi observando-a que aprendi o que é ser elegante, longe daquele conceito pragmático do dicionário.

        Ela transmite uma felicidade enorme por viver. Sem que diga nada, percebe-se que ela é grata a Deus pela vida que é dela, pela família que ela formou,  pela garra que ela desenvolveu, pela sabedoria que ela adquiriu, pelos amigos que ela conquistou, pela Paz que ela merece e por toda a elegância que ela sabe carregar, assumindo a sua posição de cidadã politizada com ética, respeitando o seu  próximo, independente das bases que o margeiam, porque está situada no seu tempo, compreendendo sua História e a do mundo por experiência e profissionalismo, tendo plena consciência disso, sem a intenção de se fazer notar, mas sendo vista, porque distingue-se, por sua aura, com destreza, dentro da grande massa.

        Tento apresentar aqui a professora de Geografia e História, escritora, poetisa, contista, cronista, romancista, sonetista e muito mais para cuja arte escrita não há definições: MARIA LUZIA MARTINS VILLELA.

 Mas... foi através dos seus texto, que eu os lia,  publicados,  que eu fui buscar Maria Luzia Villela na literatura araçatubense, como ela se apresenta para o mundo das letras. Achei que ela trazia algo mais do que já havia lido em outros escritores.  Busquei a sua literatura e não a sua pessoa, mas fui me envolvendo, envolvendo e assim vou...

         Maria Luzia destaca-se, para mim, por sua clássica genialidade. Faz-nos, seus leitores,  contemporâneos por sua tradição.  Passeia com desenvoltura entre os estilos literários sem qualquer cerimônia. Curta, porém fina, manda o seu recado fazendo-nos esperar a sua próxima produção. Só não a entende quem não a lê.  O seu estilo é claro e denota apuro e elegância na escolha do vocabulário.

        Em suas crônicas torna engraçado o que é ridículo, critica alguns aspectos políticos sem tirar a graça da sua produção.

        Vencedora mais de quatro vezes no concurso de contos cidade de Araçatuba, ocupa a cadeira número 7 da Academia Araçatubense de Letras. Coincidência ou não, na numerologia “elegância” é o número 7 também.

        Tem um talento imenso para compor sonetos, de difícil elaboração, por seu estilo, ela mostra-se exímia nesta arte.  Como poetisa, leva-nos a um mundo de lembranças, através de imagens, dentro das quais vivemos a essência do tempo que o seu eu lírico nos propõe.  

       
Em seu primeiro romance “Rua da liberdade 44 - O anjo de Sá Maria”, conta a história de uma menina – Ana Lu, menina que gostava de pensar, exploradora dos labirintos do conhecimento -  que teve três mães porque não tinha uma. 

Paula: a mulher que lhe ensinou a religião. Sebastiana: a que lhe ensinou o ofício e Sá Maria: que lhe ensinou a sonhar.

Ana Lu dizia: “ um dia eu vou mandar em mim”. Uma criança que, com as rédeas que lhe eram impostas, sentia, já na infância, vontade própria.

                 Contando que a história se passa no início do século passado, é de arrepiar adentrar no universo desta menina que pensa com as forças que traz nas veias.

        O que acontece com Ana Lu, personagem “mulher” do século passado, é que ela alcançou seus sonhos. Ana Lu é aquela que deu certo!

       
A sua segunda obra, o livro de contos “SEM NOME E SEM CHORO”, nesta história do submundo a leitura flui, acertando no alvo e, ao final de cada conto, saltamos ao outro, contado com a visão dos marginalizados, a procura de Mané Vesguinho, Mané Coxinha e Mané Maluco.

        As obras de Maria Luzia Martins Villela são, para mim, obras de muito valor.
       Maria Luzia Villela, sem me perguntar de onde vim, nem para onde eu queria ir, convidou-me a adentrar a sua residência, conhecer sua família: esposo, filhos, netos e noras; ceiar à sua mesa, compartilhar da sua energia.

 Ensina-me, muito, como escrever. Ela é o meu porto seguro literário. Se eu, enquanto autora de alguns textos, subi alguns degraus nesta arte das letras, muito eu aprendi com ela. Maria Luzia Martins Villela  sou-lhe eternamente grata! Você sabe que o meu esposo é seu fã, né!?

Tardava esta produção. Ainda que não tudo, tentei, Maria Luzia, expressar todo o carinho que eu sinto por você. Tenho certeza de que, com a sua elegância, entenderá este meu momento.

Obrigada por tudo, inclusive pelas graças do Senhor que emanam da sua “elegância”!

Rita de Cássia Zuim Lavoyer

 

 

                              

               

 

       

       

       

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

EU FUI IMPORTANTE PARA ALGUÉM


Eu fui importante para alguém, de alguma forma, em algum período da minha existência.

E assim vamos nos fortalecendo no enlace das nossas convivências.

Há recompensa maior do que a gratidão??

Obrigada, Antenor Rosalino.

Muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada.
Rita de Cássia Zuim Lavoyer
.

Acróstico em homenagem  à escritora Rita Lavoyer  

Por- Antenor Rosalino (Araçatuba) 

Rita de Cássia Zuim Lavoyer 

 Rastros de luz da leveza dos teus escritos

 Invadem os olhos da tua legião de leitores.

 Tudo parece cantar na natureza festiva...

 A brisa do alvorecer sussurra o teu nome!

 

 De tuas mãos escorrem sentimentos

 Envolventes das intenções mais iluminadas!

 

 Conhecer-te é privilégio e aprendizado; é como se num

 Átimo inesperado a imensa ternura da natureza

 Sussurrasse poesia em clarões que,

 Suavemente, transbordassem por toda a Terra

 Indizível sensibilidade em todos os corações,

 Abrindo veredas para um porvir radiante de amor e paz.

 

 Zarpam-se os agitos do concreto cinza da cidade.

 Uma nova harmonia se faz na mutação das coisas

 Insulflando o magneto da tua obstinação nas qualidades de

 Mãe, esposa, amiga, literata e mestra querida.

 

 ira de singeleza e encantamento que transborda,

 Aventando alegrias em todos os corações.

 Vivência de luta conta a violência em todos os sentidos.

 O teu nome fulgura entre os incansáveis defensores do antibullying.

 Yara das profundezas onde os teus sentimentos avultam

 Encantados e esculpidos a cada alvorecer, deixando

 Rastilhos etéreos entre as estrelas e as flores mais belas.

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PALHAÇO E DIREITOS HUMANOS



          Hoje, 10 de dezembro, comemora-se o dia do Palhaço. Essa data, pelo que sei, começou a ser festejada em 1981, em São Paulo, pela Abracadabra Eventos, para homenagear o artista que, mesmo não tendo um circo que o contrate, não perde o encanto quando pinta a cara para viver sua arte, proporcionando risos. 

          Para “Abracadabra ” há vários significados. Fico com uma significação, possivelmente  de origem Aramaica, que mais me alcança o âmago: - "Eu crio enquanto falo".

          Comemora-se hoje, também, o “ Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, adotada pela ONU em 1948, em que diversos países se comprometeram a defender os direitos humanos, isso em consequência das atrocidades cometidas durante a 2ª guerra mundial. Permita-me:  Direitos Humanos nos são inerentes desde quando nascemos, independente  da raça, da cor, do sexo, da religião ou da nacionalidade.

         
          Crianças, geralmente, vão ao circo para ver o  Palhaço, figura indispensável na apresentação de um espetáculo, ele representa a alegria. Mas quais sentimentos há no coração de um Palhaço, enquanto ele interpreta o script da sua arte, muitas vezes improvisada, com o intuito de fazer rir? Quanto mais riem dele, mais abrilhantado fica o espetáculo para o qual fora contratado. Serão  público e Palhaço a completude um do outro no entrelace de suas ingenuidades?
 
          Mas o que tem a ver um assunto com outro aqui expressados?  Tentarei analogias:

          O nosso Planeta Terra é um ser vivo que, como nós, traz no  âmago seus enigmas, necessidades e alegrias. Ele é o meu, o seu lar onde todos nos avizinhamos. Não tenho autorização para transgredir-lhes os direitos.
 
 
 

          Com tanto progresso à vista, fica fácil evidenciarmos contradições: se a humanidade evoluiu tanto, desde os seus primórdios, há razões para que muitos dos nossos semelhantes vivam sem as mínimas condições de sobrevivência, com seus direitos desrespeitados? 
 
         
 
          Há para esse enigma milhares de explicações, nenhuma entrelaçada com a ingenuidade de quem, por obrigação, deveria protegê-los.  A humanidade nunca conviveu  em condições de igualdade e nunca os direitos humanos fora completamente defendidos. Sonhar com isso é possível, achar que o sonho alcançará a todos é ingenuidade;  sei que em muitas instâncias as necessidades  básicas da população têm melhorado, conquistas efetivas de lutas populares, de povos que se entrelaçam, avizinhando-se, independentes dos espaços que ocupam.
 
 
 

          Circo e pão jamais serão ajudas que projetarão o ser humano, os mais necessitados e excluídos de todas as sortes, ao seu tempo e espaço de direitos, mas tão somente um empurrão para colocá-lo num picadeiro fora de órbita, cuja piada explícita  não tem graça nenhuma.

          Se “eu crio enquanto falo”, o “eu prometo” improvisado, pronunciado  nos palcos da armação,  tem criado muitos incrédulos que não aguentam mais palhaços  sem graça, que distorcem o sentido da arte de fazer rir, roubando a alegria de tantos, inclusive de um Palhaço que, apesar de esconder as amarguras de seu coração, não transgride, enquanto artista, os direitos do seu respeitável público.

 
 
           Enquanto houver aplausos ingênuos para palhaços cujo único script é “eu prometo” e nada fazem, o Planeta e muitos vizinhos nossos continuarão negligenciados em seus direitos. Eu não aplaudo essa palhaçada. Abracadabra: você também não! Aplaudo a arte do Palhaço, um direito que me cabe: de preservar minha criança sem ver o Planeta disfarçado de circo.

Obs; Diante das ações humanitárias deste Homem curvo-me e o tomo como exemplo de amor ao próximo.
 
Texto publicado no Jornal Folha da Região, coluna Tantas Palavras, Caderno Vida

Autoria – Rita Lavoyer


sábado, 7 de dezembro de 2013

ROSELI AMARAL - UMA FILHA DE IANSÃ



Num encontro promovido pela Durvalina Garcia, vereadora em Araçatuba na ocasião,  uma mulher , até então desconhecida por mim, aproximou-se  perguntando-me de qual religião  eu era, explicando  o porquê da pergunta. Numa conversa rápida, pegou o meu telefone e disse-me que me levaria para a escola onde ela lecionava.
Sem tempo para um pisão e uma piscadela, já estava a Roseli do outro lado da linha e  agendamos uma reunião. 

Há encontros para  os quais “coincidência” é uma palavra que não se enquadra de forma alguma.  O nosso contato não foi simplesmente marcado, foi o resultado de muitas orações, aquelas que faço quando o peito não aguenta mais de dor e meu esforço não dá conta de resolver,  e imploro para que Deus tome providências.  Há milagres, entre tantos que recebi, Roseli Amaral é um deles.

Esta filha de um Orixá não se deixa abater. Regida por Iansã é livre, independente e divertida na mesma proporção, conquistou e ainda conquista muitos alunos, desde os anos 80, quando ainda cursava o segundo ano de faculdade já havia sido contratada como professora de inglês numa escola particular de Araçatuba, no mês seguinte já era secretária bilingue. Lecionou em quase todas as escolas de inglês renomadas, essas que nós conhecemos, na cidade de São Paulo.

Guerreira, no ano de 1989, retornou a Araçatuba e começou a lecionar na escola “Meu Canto”, cada vez mais motivada a mergulhar no Universo da Educação, retornou à faculdade, hoje: Unitoledo e se formou em Letras. Com uma capacidade evidente no cuidado com a lingua inglesa, de aluna, passou,  a convite da professora titular de línguas dessa Universidade: Maria Amélia Silos,  a monitora dos colegas de turma. Para ela é essencial sentir-se produtiva. Deu aulas de inglês em diversas escolas particulares de Araçatuba, deixando-as. Hoje, é English Teacher na empresa Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Não satisfeita com a bagagem educacional   que trazia, inspirada a crescer ainda mais para dedicar-se à educação de forma que ela precisa e merece, Roseli Amaral, já professora titular, encarou outros desafios: voltou às carteiras universitárias; graduou-se em Pedagogia e Psicopedagogia.  Empenho desse tamanho não é para qualquer uma.

Trabalhou como tradutora, foi tutora presencial de ingles online. Conheceu professores americanos com os quais mantém contato até hoje. Não é filha de Iansã por acaso.

Os filhos desse Orixá  são atraentes, Roseli Amaral  é uma mulher que atrai pelas suas  características fortes, mas transmite suavidade,  apesar de exigente e afetiva não admite perder a liberdade que conquistou com trabalho, trabalho e trabalho! Divorciada, criou os filhos, hoje formados, transmitindo-lhes sabedoria e aos seus alunos da mesma forma. Contrária a qualquer tipo de preconceito, dialoga com seus aprendentes de mãe para filhos. É fã do Alex Lapenta, jovem militante araçatubense,  e dá tiro de canhão  em quem desrespeitar o seu time de coração: o Flamengo.

                Cristã, é uma médium em potencial. Vê  com os olhos da face e do coração- seu templo eterno-  e não ostenta sua crença, mas  vive sua fé. Perdeu a mãe recentemente, mas esta filha da Umbanda, iluminada pela Luz dos Orixás está sempre festejando a vida, porque compreende as manifestações Divinas. Para ela os dias difíceis têm passagem rápida, pois das lições do livro da vida vivencia os conhecimentos, praticando-os.

Aos meus olhos definiu-se determinada, não demonstra ter medo de nada, mas coragem de enfrentar situações complicadas de peito aberto. Tem, como todos temos, defeitos e qualidades. Ela ama os defeitos dela na mesma proporção que ama as qualidades e não os evidencia para prejudicar pessoas, tirando vantagens. Não me consta que tenha prejudicado ou feito mal a  alguém. O que ela tem de bom, transmite aos que convivem com ela, tornando muito gostosa nossa convivência.

                Acho que ela se dá bem com pessoas birutas. Tudo se explica: ela é igual a mim.

Para confirmar que coincidências não existem, a escola onde ela trabalha  é a mesma onde a minha amiga do curso de Psicopedagogia  já havia marcado comigo, para me ajudar, ajudar, ajudar. Ali conclui o meu trabalho.

Nada é por acaso e Roseli Amaral é uma benção que os Orixás me proporcionaram.
 
Roseli Amaral, conserve-se sempre assim: confiante nos poderes de Deus, sempre ajudando quem precisa de socorro, tendo responsabilidade com você e com o próximo.

Obrigada, amiga!
Obrigada, obrigada, obrigada!

Rita de Cássia Zuim Lavoyer

 

 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

02 DE DEZEMBRO - ANIVERSÁRIO DO CIDIM: MEU IRMÃO



O sonho da minha mãe era se mudar para Araçatuba. A vontade dela de morar aqui era tanta, que o seu terceiro filho, O Cidim - meu irmão, nasceu no dia  02 de dezembro, dia do aniversário de Araçatuba.
Aqui seria o lugar que os filhos dela trabalhariam e acertariam a vida. Minha mãe não mediu esforços para que mudássemos para cá. Antes, veio arrumar emprego para os filhos, para que chegássemos empregados , com a garantia de salário para sustento da casa.
Minha mãe é mulher viva, sempre fez questão que os filhos  trabalhassem com carteira assinada. 
E chegou o dia. Botou os cacarecos em cima do caminhão num domingo e chegamos aqui para morarmos em um cômodo: os três filhos  e ela.
Aqui trabalhamos, estudamos, passamos dificuldades, adoecemos, caímos, levantamos, amamos, casamos e demos a ela, minha irmã e eu, 3 netos: 2 araçatubense, tem 1 que é araraquarense.
Conheci aqui em Araçatuba o meu esposo que, por questões de trabalho, precisou mudar-se para outro estado. Santarém-PA é um lugar encantador, mas sua  natureza exuberante não o  convidava a fixar-se, ele diz que é uma cidade para voltar a passeio, não para morar para sempre.  
“Um dia eu volto para Araçatuba”: era o mantra que ele praticava todos os dias. Cheguei a achar que os anjos estavam tão esgotados por ouvi-lo, que a primeira cidade começada com a letra “A” que passou pelos ouvidos dos anjos serviria para transferi-lo.  
E veio o dia: ele foi transferido para Araraquara-SP.
Eu falava: “Meu Deus, não serve essa cidade, o Senhor entendeu errado? A cidade é Araçatuba e não Araraquara”.
Vivíamos  bem em Araraquara, adquirimos o que pretendíamos e estudei o que me foi possível na Unesp, mas ele continuou com  o mantra todos os dias: “ Um dia eu volto para Araçatuba”.
O mantra funcionou. Saímos de Araraquara, onde deixamos tantos amigos, que sempre retorno para visita-los.
Há 6 anos cá estamos: em Araçatuba! A alegria do meu esposo se completaria.  Voltamos  com dois filhos. Nesses 6 anos realizamos  muitas coisas,  vencemos tribulações, crescemos na mesma proporção sem esmorecer, porque temos consciência de que nada cai do céu.  Araçatuba é o lugar onde escolhemos para, juntos,  vivermos  bem nesses 6 anos que estamos aqui, e outros mais que viveremos.
Poderemos nos mudar novamente afinal,  não devemos rejeitar oportunidades que nos permitam crescimentos. O mundo gira em todos os lugares, parados é que  não podemos ficar.
Hoje, minha mãe não é a mesma de há 32 anos, quando mudou-se para cá com os filhos pequenos,  não adianta querer levá-la junto na mudança, porque já disse que ficará em Araçatuba até o final dos seus dias: um  ponto em que sogra e genro se entendem.
Meu irmão, o Cidim, já é homem feito, casado, mas sem filho. Profissional resolvido que tem uma esposa de muitas qualidades, comemora, aqui em Araçatuba, junto com a cidade, o seu aniversário.

Então, neste dia 02 de dezembro, homenageio minha mãe: dona Dirce, meu irmão Marcos Aparecido: o Cidim, pelo seu aniversário, e a minha família em geral.
Aproveito para parabenizar, também, a cidade de Araçatuba, cidade acolhedora, que nos permite boas perspectivas, pelo seu aniversário de 105 anos e pelo privilégio que ela tem de a minha família residir aqui, neste solo, porque se Araçatuba faz bem para minha família, igualmente a minha família faz a ela.
Parabéns, meu irmão. Vamos comemorar!
Autoria – Rita Lavoyer