CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 29 de julho de 2012

CONTADORES DE HISTÓRIA


CADERNO VIDA - FOLHA DA REGIÃO



OS CLASSIFICADOS NA 25ª Edição do Concurso de Contos Cidade de Araçatuba

1º classificado – Francisco Carlos Pereira – “Lussanvira”

2ª classificada - Rita Lavoyer – “O beijo da serpente”

3ª classificada – Larissa Firmo Alves Marzinek – “O loiro e o Ouro Negro”


Eu sou a do meio. Quase não me aguentava quando fomos tirar esta foto para
 o Jornal Folha da Região.
Adorei conhecer os outros  dois classificados. Pessoas maravilhosas!
 

terça-feira, 24 de julho de 2012

COMO UMA PANELA DE PRESSÃO





Ela era chique e tudo o que tinha era de marca famosa. Comprou uma panela de pressão. “A Máquina de Cozinhar”. Não explode como aquelas chinfrins que leva a proprietaria a óbito depois de tê-la exposto em algumas páginas de noticiários: “Dona de casa perde a cabeça...”

A dela foi comprada direto na fábrica.

Explodiu! Ela ouviu aquele chiado de maria-fumaça e saiu correndo. Desesperada para desligar o fogão, nem se deu conta de que a “Máquina de Cozinhar” havia explodido, porém, pra baixo. Despejou todo o caldo do feijão em seu porcelanato que, por coincidência, igualavam-se nas cores. Não viu o caldo e no chão ela ficou.

Explosão de grã-fino é assim, joga a sujeira no chão e dá rasteira. Não se importou. Levantou-se com classe, era madame. A “Máquina de Cozinhar” , como as outras, tem borracha e válvula. Achou que poderia ser a borracha e na fábrica compraria outra. Encheu-se de si. Pegou bucha, palha de aço e sabão e se pôs a esfregar a tampa da Máquina. Queria levar a tampa, assim compraria a borracha na medida certa. Apesar de ela sempre lavá-la direitinho, deu-lhe um trato especial para aquela ocasião. Embora luxuosa, gostava, ela mesma, de fazer a limpeza da casa, achava-se competente pra isso. Já brilhava, e os braços dela doíam pelo esforço em tentar deixá-la brilhando ainda mais. A tampa dela brilhava mais do que a das outras Máquinas, com certeza!

Entrou em seu carro prateado que só o era porque ela não gostava da cor de ouro. Estacionou em uma sombra, bem em frente a fábrica, mas resolveu dar ré e pôr o carro no sol pra que reluzisse ainda mais o brilho de sua tampa, pelo menos enquanto estivesse por ali. Subiu os degraus, parecia uma girafa, tamanho foi o esforço para erguer a cabeça, e com a tampa brilhante na mão.

Um funcionário a recebeu com desdém, levou-a para o fundo da fábrica; e ele com a tampa dela, pra ele, uma tampa qualquer. Aquele fundo era uma bagunça.

_ A senhora não costuma fazer a limpeza completa?

_ Hã!?

_Olha quanta sujeira tem dentro da válvula. Se não fizer limpeza, ela entope e vaza por onde? Explode mesmo!

Amiudou-se diante de tanta sujeira, dela, descoberta por outra pessoa.

Calada, só ouvia as explicações do funcionário sobre a limpeza da “Máquina”.

Queria explodir também, cozia os ingredientes da raiva tampando-a. Sorriso nos lábios, abrilhantava-se. Afinal, cozinhar é arte de controle das artérias. Não pode ter pressão, senão explode. Se assim fizesse, os dos arredores só viriam a sujeira dela e ainda a usariam pra lhe passar rasteira, tal qual a sua panela de pressão.

Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros e da UBE.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Suspeito de matar 12 em estreia de 'Batman' é ex-estudante de medicina

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 20/07/2012 13:43   
Suspeito de matar 12 em estreia de 'Batman' é ex-estudante de medicina

A polícia encontrou explosivos 'extremamente sofisticados' no apartamento do suspeito de matar 12 pessoas na estreia de um filme da série 'Batman' na madrugada desta sexta-feira em Denver, no Colorado, e pode levar horas ou até dias para lidar com a situação.
James Holmes - que foi preso horas após a matança - foi identificado com um ex-estudante da Escola de Medicina de Denver, da Universidade do Colorado, que abandonou o curso em junho , em um shopping center do bairro de Aurora, durante a estreia do filme Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge. Ao menos 12 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas. A vítima mais nova do ataque tinha 3 meses de idade.
Testemunhas dizem que o atirador - que usava roupas pretas e uma máscara - lançou uma bomba de gás antes de abrir fogo contra a plateia.
O ataque provocou reações em várias cidades dos EUA e do mundo. Em Paris, a estreia do filme em um cinema do Champs-Elysées, foi cancelada. Em Nova York, a polícia decidiu enviar oficiais a várias sessões do filme, temendo que o ataque fosse 'copiado' por outras pessoas. Em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu nota dizendo estar 'chocado e entristecido' com o episódio.
De acordo com a polícia de Aurora, bairro onde aconteceu a matança, Holmes se mudou para o Colorado vindo de San Diego, para a Califórnia, onde planejava obter seu PhD. A família de Holmes vive em San Diego, e pediu à imprensa que 'respeite sua privacidade e a da vizinhança'.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais um caso. Pouco do perfil do matador foi divulgado. Nem a família quer falar sobre. Também, falar o quê? Há uma exceção neste caso em relação às outras tragédias  desta natureza: o matador não cometeu suicídio! Penso: Será que ele(o matador) via na plateia um monte de homens-morcego e pretendia tirar o brilho do terrorista Bane ( Tom Hardy). Hum... Cadê o Coringa? Que perigo! Por isso caio fora do assunto, com esse frio, Mulher-gato não sai da toca.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O BEIJO DA SERPENTE - 2º classificado na 25ª edição do Concurso Internacional de Contos cidade de Araçatuba 2012

O  BEIJO DA SERPENTE,de minha autoria, ficou na segunda colocação  da  25ª edição do Concurso de Contos Cidade de Araçatuba.

A blogueira e facebooqueteira Maria Tereza Marçal Cardoso, de Minas Gerais,  foi quem me deu a notícia.
Obrigada Maria Tereza!

Estava sentando-me para postar o último capítulo de Flaudilândia- uma cidade seriamente gozada, quando ela entra na minha tela. Tirou-me uma angústia danada. Não queria mesmo postar o último capítulo de Flaudilândia. Uma dor enorme por tê-la terminado. Pior ainda: o resultado final, como as coisas chegaram.

Ufa!!!!!!

Flaudilândia, o último capítulo, vou deixar para o próximo capítulo.

Visitem Flaudilândia antes que ela acabe!

http://www.flaudilandia.blogspot.com/


Obrigada
Rita Lavoyer

terça-feira, 10 de julho de 2012

CONVITE

LANÇAMENTO DO LIVRO EM PROL DO "AMOR EXIGENTE"

RITA LAVOYER

tem o prazer de convidar você

para o lançamento do livro

PARTIDA


Dia: 04 de agosto de 2012 - Horário: 19 horas

Local: Rua Cândido Portinari, 242 – Jd. Nova Iorque

(próximo ao Pekin)


sábado, 7 de julho de 2012

O MEU CORPO SERIA ENCONTRADO?

Se eu fosse desta época, certamente a minha família estaria procurando por mim até hoje.
Mas que eu  daria trabalho estando morta, ah... se daria!  Rita Lavoyer

Atualizado: 07/07/2012 03:03

Por Alana Rizzo e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo, estadao.com.br
Fotos comprovam que morte de guerrilheiro foi omitida por 20 anos

Fotos comprovam que morte de guerrilheiro foi omitida por 20 anos


BRASÍLIA - Imagens até agora inéditas do corpo do guerrilheiro Ruy Carlos Vieira Berbert, desaparecido em janeiro...

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Divulgação

"Corpo de Ruy Berbert em cadeia de Natividade, no interior de Tocantins"

BRASÍLIA - Imagens até agora inéditas do corpo do guerrilheiro Ruy Carlos Vieira Berbert, desaparecido em janeiro de 1972, aos 24 anos, revelam que, por duas décadas, três governos militares e dois civis sabiam de sua morte numa cadeia de Natividade, hoje município do interior do Tocantins, e nunca informaram o fato a seus parentes.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, que liberou documentos antes mantidos em sigilo, o Estado localizou seis fotografias de Berbert morto. Uma pasta de imagens do Arquivo Nacional mostra que o Centro de Informações do Exército, principal órgão de repressão à luta armada, identificava o guerrilheiro oficialmente e de forma correta já em janeiro de 1972.

Apesar da insistente procura dos parentes, os responsáveis pelos serviços de informações dos governos dos generais Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo, e os dos presidentes civis José Sarney e Fernando Collor não informaram a existência das fotos nem confirmaram sua morte.

A família conseguiu a primeira informação oficial só em 1992, ao ter acesso a dados disponíveis a partir daquele ano pelo antigo Dops de São Paulo. Os arquivos citavam a prisão de Berbert e a possibilidade de o guerrilheiro ter se suicidado na cadeia. A suspeita, porém, é que ele tenha sido assassinado pelo regime.

À época, os parentes tiveram de confrontar a informação do Dops com o registro da morte de um certo "João Silvino Lopes" em Natividade, dado divulgado em 1979 por um general da reserva.

Desaparecidos. Até hoje não se sabe onde estão os restos mortais de Berbert. Ele está na lista oficial que computa 475 mortos ou desaparecidos no período de governos militares no País (1964-1985).

As fotos de Berbert são as primeiras divulgadas, após a redemocratização, de um guerrilheiro morto nas dependências de um órgão do Estado.

De Jales, no interior paulista, Regina, única irmã de Berbert, recebeu com serenidade a notícia da existência das imagens no Arquivo Nacional. "Meu pai, também chamado Ruy, morto há 11 anos, sempre fez questão de divulgar com orgulho a história dele."

O Estado enviou as fotografias para o marido de Regina, Moacir Pereira. A família decidiu que não mostraria as imagens para a mãe do guerrilheiro, Ottília, com 93 anos.

'Ironia da vida'. Berbert integrava o Movimento de Libertação Popular (Molipo), que tinha 28 integrantes - a maioria dos quais foi dizimada nos dias subsequentes à sua morte.

Ele nasceu em Regente Feijó, interior paulista, em 1947. Filho do funcionário público estadual Ruy Thales Jaccoud Berbert e da professora de ensino básico Ottília Vieira, logo cedo demonstrou interesse pela escrita. Numa redação, aos 8 anos, mostrou o desejo de se tornar militar. "Olha a ironia da vida", diz Regina.

Berbert saiu de casa aos 18 anos para cursar Letras na USP. Estava na lista de estudantes presos no Congresso da UNE de Ibiúna, em 1968. Depois da prisão, a irmã e a mãe o reencontraram na Praça da República, em São Paulo. Foi o último encontro. No ano seguinte, ele passou a ser procurado sob suspeita de participação no desvio de um avião da Varig para Cuba. Na ilha caribenha, recebeu treinamento de guerrilha. Ao se integrar ao Molipo, também chamado Grupo Primavera ou Grupo da Ilha - uma dissidência da Ação Libertadora Nacional (ALN) - ele retornou ao Brasil. Andou pelo Maranhão e chegou a Natividade, fundada no século 18 e hoje com 9 mil habitantes.
A curta passagem de Berbert por Natividade ainda é lembrada por parte dos moradores da cidade. Relatos indicam que a prisão foi efetuada por uma equipe da delegacia local. Agentes externos do regime militar teriam chegado depois. Berbet usava botina e tinha características físicas bem diferentes das da população local.

Como a cidade ficou fora da rota da Rodovia Belém-Brasília, a passagem de viajantes que seguiam para o Maranhão ou Pará tornou-se mais rara.

Em Natividade, Berbert foi preso e levado para a cadeia pública, uma construção do período do Brasil Colônia, de frente para a praça central, de alpendre elevado e paredes de quase 1 metro de largura. Uma abertura na cela permitia que ele mantivesse contato com os moradores do município. Ele chegou a ganhar de uma moça uma rede para dormir.
Lençol. Numa madrugada de janeiro de 1972, moradores viram Berbert pendurado com lençol amarrado a troncos de madeira que sustentavam o teto da cadeia. Testemunhas disseram à família que viram agentes policiais de fora na cidade. Versões mais recentes de fontes militares indicam que os agentes chegaram a Natividade só após a morte do guerrilheiro. Eles sustentaram a versão do suicídio de "João Silvino Lopes", maneira como Berbert foi identificado a autoridades locais - seu nome correto, no entanto, foi registrado pelos agentes do governo que fizeram as fotografias agora reveladas pelo Estado.

O advogado da família Berbert, Idibal Pivetta, também não sabia da existência das imagens do guerrilheiro morto. "As únicas fotografias que conseguimos dele em Natividade foram imagens feitas pelas moças da cidade", afirma Pivetta. "Ruy era um rapaz muito boa pinta, as moças tentavam conversar com ele por meio da abertura na cela da cadeia", conta o advogado. "Está provado que ele foi morto numa dependência do Estado. O Estado, portanto, é culpado."

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