CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUANDO EU MORRER



Quando eu morrer não avise as pessoas,

eu não quero sair de cena com despedidas.

Quando eu morrer não publique no jornal,

eu não quero que saibam através de anúncios.

Quando eu morrer não comente com os amigos,

eu não quero poesias sobre o que eu fiz.

Quem declama geralmente gospe longe

e as gotas das salivas podem

manchar a minha maquiagem suada.

Quando eu morrer me passe muito batom,

deixe os meus lábios bem vermelhos,

do jeito que eu gosto,

para depois poder tirá-lo.

Eu não gosto de lábios pálidos.

Passe batom em mim.

Quando eu morrer não me ornamente com flores,

também não quero receber coroas.

Lutei muito para ser plebeia.

Quando eu morrer

eu quero permanecer no chão ou na cama.

Por favor, não me coloque e um uma urna,

eu não quero ser objeto de voto e decidir

se quero morrer ou morrer mais ainda.

Quando eu morrer...

Ah, passe batom nos meus lábios,

não se esqueça de arrancá-lo depois.

Quando eu morrer cheire o meu corpo inteiro,

experimente o gosto dele,

me tome em seus braços, me leve ao céu.

Venha comigo e me faça companhia,

pode ser ao inferno também.

Eu não quero morrer só.

Quando eu morrer não avise os repudiadores,

eles podem me matar.

Ah!

Quando eu morrer promete que vai celebrar o sétimo dia,

mas sem sair do meu lado?

Fazer uma festa? Abrir um espumante?

Não se esqueça de passar batom em mim quando eu morrer.

Gostaria que jogasse pétalas sobre o meu corpo

até encher o nosso canto,

aquele que pretendemos lotar com os nossos corpos.

Nós dois ali dentro, apertadinhos...

Eu Morta Adormecida, você meu Príncipe Encantado.

Quando eu morrer beije os meus lábios

até o meu batom tatuar os seus.

Quando eu morrer

limpe o resto da minha maquiagem com as folhas da poesia.

Com as páginas dos jornais cubra a arma da minha morte.

Não quero que a sua potência vire notícias.

Não avise quando vier para me matar.

Amanhã talvez já seja tarde

para eu morrer.

Eu o espero, venha naturalmente.

Venha! Venha!

Venha me amar e me matar de amor.

Depois eu o marcarei todo com o meu batom.

E em outra cena entraremos vivinhos, vivinhos

para morrermos e matarmos um no outro,

permitindo-nos provocações.

Dê outra cogitação à morte,

ainda dá!

Dá?

autoria - rita lavoyer
imagem:coracaoquenaocala.blogspot.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SÃO PEDRO NÃO SERVE PARA REI MOMO


Com todo respeito que eu tenho pelos religiosos, por São Pedro e pelos araçatubenses em geral.


Quem um dia trai, no outro será traído. Essa máxima não aprendemos em folhetins, mas na história dos efeitos. E que o galo cante três vezes antes que eu desaprenda isso. E por falar em causa, a ginástica laboral vem ganhando espaço nas investidas da vida. Viu, São Pedro? O pé que o senhor levou no traseiro? Esqueceu-se da égide dos folgados? Quem não chora não mama, já dizia um filósofo mamão. De tanto que chorou, chorou! Mamou, mamou, mamou. Mamou tanto que agora chora, chora, chora porque a gordura não vai embora. Quer emagrecer não sabe como?

Então, São Gordo, tomaram-lhe a chave de Ouro do Céu, e distribuíram-na em réplica de cartolina envolta em papel dourado, desse que nós interpretamos no palco do teatro da vida.

Gostou? De tanto ficar filosofando no reino celeste, neste carnaval você não serviu nem para Rei Momo. Não ganhou a sua chave da folia, vai passar a festa mais popular do mundo sem pão e circo. Essa punhalada que você ganhou vai cantar três dias, não na Missa do Galo, mas na sua cabeça! Pedrinho, dá tempo de recuperar o que você perdeu.

Pedrinho, ajoelhe e reze, meu filho! O nosso deus daqui tá que tá, e nós vamos ter que dar, ter que dar! É assim que se dança nesse carnaval! Aqui não tem pecado, cada um senta em cima do próprio rabo, desses que nascem em nós nessa época.

Não conhece fantasia não? Vista-se de anjo, seu cabra da peste! Quer conhecer uma folia que o tire da esfera? Arrume um par de asas, venha visitar a Terra Tuba. Aqui irá aprender que o fervor da fé a pino faz a urna derreter nas sombras dos araçás.Venha logo, seja cabra macho, mas macho pra valer, senão vai virar chupa-cabra e não vai dar nem tempo de se esconder. Vai deixar o povo com o palito nas mãos?

Pedro, fique ‘tranqui’, aqui tem muitas Pedras, forme com elas um bloco e nesta profania acerte na cabeça. Dessa jogada vai ganhar uma bolada, entendeu a sacada?

Pedrinho, meu camarada, desce logo para a nossa exposição, se socialize, exercite-se antes que a folia acabe. Depois não vem reclamar de que não foi convidado, heim! Você vive nessa vida de ermitão! Vai acabar esquecido sem ganhar nenhuma flor, porque as daqui estão se afogando na lagoa, por causa dessas lágrimas de crocodilo que você vive derramando sobre elas. Pedrinho, entre na fila e pegue logo a sua fantasia, pode ser a de Palhaço mesmo. Qual o problema de ela ser repetida, já que a de Deus apareceu um para pegá-la primeiro? Tomou!

Pule aqui, mostre do que você manja, porque neste carnaval, Pedrinho, meu momo, me desculpe, mas você só vai ficar com a canja. Abre os olhos, rei destronado, quando pensar em dizer “mamãe eu quero mamar”, já terá gente demais pendurado na sua mamadeira, e essa gente não vai gostar de ouvir dizer que não vai dar.

Vai ter que dar, vai ter que dar! Xiquidum, Xiquidum, Xiquidum, Xiquidum ! Esse é o nosso teatro!

Ah, Pedrinho Momo, se me vir por ai passe reto. Não quero fazer companhia para você tão cedo. Neste período tão sério, de festa tão humana, eu vou para avenida e sair dela aliviada, para conseguir, no resto do ano, levar a vida na piada.



Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oscar Wilde - LOUCOS E SANTOS



ESTA MENSAGEM FOI ENVIADA POR UM AMIGO BLOGUEIRO, PARA COMPARTILHAR AS QUESTÕES 'IMPERTINENTES' DA MINHA POSTAGFEM ANTERIOR. 'VOCÊ AMARIA UM ASSASSINO?"

OBRIGADA AMIGO

rita

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

VOCÊ AMARIA UM(A) ASSASSINO(A)?

Confira este vídeo incrível do MSN - A Sombra de um Assassino


Apenas para reflexão:
1-  Se o assassino fosse um seu querido?
2_ Se o assassino matasse um seu querido?
3_ Ainda que o seu querido tenha provocado a ira do assassino, sendo morto por isso, você entenderia para amar o assassino?


domingo, 12 de fevereiro de 2012

O PREÇO DO PODER

NÃO ME SUPREENDEU  NADA LER, HOJE, NA REVISTA VEJA, A MATÉRIA SOBRE "PODER, SEXO E CORRUPÇÃO.

AS REVELAÇÕES EXPLOSIVAS DA ADVOGADA QUE A MÁFIA INFILTROU NO GOVERNO"

FATOS DESSA NATUREZA JÁ ESTÃO ESCRITOS, PRIMEIRO DO QUE A REVISTA VEJA PUBLICOU NA EDIÇÃO 2256 DE 15/02/2012, NO ROMANCE   O PREÇO DO PODER 
 DO JORNALISTA  E MEMBRO DA ACADEMIA LINENSE DE LETRAS
 SHIGUEYUKI YOSHIKUMI DA CIDADE DE LINS.

A TRAMA DE O PREÇO DO PODER, 
 E O CENÁRIO QUE HOJE LEMOS NAS PÁGINA DA REVISTA VEJA,
 JÁ VÊM  HÁ SECULOS E SÉCULOS AMÉM!

 SODOMA NUNCA FOI DESTRUÍDA.
A HISTÓRIA SE REPETE,
MAS SHIGUEYUKI FOI MAIS ORIGINAL NA SUA FICÇÃO,
DO QUE A MATÉRIA DA REVISTA NA SUA REVELAÇÃO DA VERDADE.


O QUE ME ENCANTA É A FORMA DE COMO OS OBJETOS
 SÃO ENCAIXADOS POR QUEM OS ASSISTIU,
 FORMANDO UM QUEBRA-CABEÇA
 QUE DEVE SER DESMONTADO E MONTADO DEPOIS  
 POR OLHOS OBSERVADORES.

NESSE QUESITO  SHIGUEYUKI MOSTROU-SE EXPERT,
ENQUANTO QUE A  REVISTA VEJA , REPETITIVA. 

                                                  

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Shigueyuki Yoshikumi
Jornalista e membro da Academis Linense de Letras

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O PREÇO DO PODER
 SHIGUEYUKI YOSHIKUMI




Comecei muito bem o meu ano literário. 2012 me promete grandes surpresas nas letras. Surpresa deliciosa foi ter recebido, ainda sem ter sido lançado, um romance do meu amigo jornalista Shigueyuki Yoshikumi, de Lins.

Quando pus os olhos na primeira página de O PREÇO DO PODER, já sendo agarrada ali pela história, dei-me por um romance de formação. Julguei uma mãe que certamente enfiaria o dedo no destino do filho. Descobri tratar-se de conspiração logo na terceira página, pois Sodoma, muito bem explicada pelo autor, mostra-se a que veio e porque planou nestas letras, e os personagens, bem familiares, nada têm de filhos de uma boa mãe.

Não haveria lugar mais realmente fictício para ambientar a atmosfera pretendida pelo enredo, vivido e sofrido por mim, por você e pela Nação toda, senão Sodoma.

Ali, tudo podia ter acontecido, como de fato aconteceu, acontece.

Os atos e fatos explícitos de falsidade, dissolução, apoio aos malfeitores, adultério, soberba, omissão, pratica de abominação, inveja e outros pecados em quem os capitais não servem para fazer-lhes cócegas, que sabíamos por debaixo do pano, agora destampados. Mas...

O jornalista policiado quase peca na mesma proporção que Sodoma. Quando se quer jogar a sujeira no ventilador não se pode regular a velocidade das hélices. Em se tratando de Sodoma e dos que a fazem funcionar, foi extremamente comedido nas palavras, atos e ações, quando a emoção queria tomar conta desta leitora (por minha culpa, minha tão grande culpa), levando-me para dentro de cada prática vivida por Mel, aquele por quem não deveríamos, mas nos rendemos aos encantos, influenciava-me uma contrição sem propósito. Fugiu da trama a exploração sexual, tratada apenas sutilmente, quando se exigia o contrário, a fornicação explícita. Não quero dizer com isso que o jornalista não soubesse de como as mulheres eram tratadas nas mãos dos poderosos. Sabe-se que as mulheres literalmente esculpidas pela natureza foram bem aproveitadas debaixo dos lençóis de Sodoma, mas creio que, além de bom jornalista observador, é sem sombra de dúvida um gentleman. Soube exigir silenciosamente o funcionamento da imaginação de cada leitor. E cada leitora, certamente, levará a mão na bunda para testar a própria temperatura.

Numa época em que as mulheres já atuavam na política, aparecem na trama somente as que tinham algo a entregar ao prazer do poder. As politizadas e atuantes na política não foram destacadas, talvez porque tivessem, e têm, além “daquilo”, cérebro.

A figura feminina teve mesmo papel insignificante no cenário político apresentado naquela Sodoma. Elas não foram personagens principais, mas definitivos, como Mariah e Gisele, deixando como vodu, ou como poste como bem queira, Bertha, a esposa insossa que gerou dois filhos de Mel: Enoc e Salomé, quase filhos apócrifos, tiveram passagem rápida, sem voz na história.

Circulei por todos os países e cidades com Mel e Mariah. Entrei verdadeiramente na trama escrita sobre mim, sobre você, sobre uma Nação e nossos políticos, e dancei nos discos das pizzas oferecidas de bandeja por Shigueyuki.


O Poder cobra vários preços daqueles que o moldam, sem com isso terem que pôr as mãos nos bolsos, mas estendê-las às conveniências, abraçando-as e batendo-lhes nas costas.

Somos nós, você e eu, que pagamos para ver e depois meter a boca, cuspindo nas cruzes para que ninguém veja os nossos braços cruzados.

Sodoma, esta Sodoma de O PREÇO DO PODER, não pode ser excomungada, extirpada, porque nela deve haver algum inocente, que não eu. Ela haverá de existir, embora ela seja eu e que se completa por muitos.

Como haveria de ser: Tudo é verdade.

E se você, que já esteve lá e não suportou as tramóias, não adianta, pelo andar dos pecados, jogar palavras santas aos porcos. Dê a fórmula para a honestidade, não a guarde para si. Agindo assim, você estará cometendo uma crueldade, e seu ato será catalogado na lista das faltas gravíssimas. Já pensou, somente você, a única pessoa correta desta Sodoma, errando assim? Não haverá mais nenhum inocente para poupar a capital do pecado. Ai, ela será eliminada e você terá que inventar outra, porque todos nós precisamos de um lugar para viver.


Que venham outros romances, Shigueyuki. Porque neste, O PREÇO DO PODER, você mostrou o que sabe. E a revista VEJA assinou embaixo. 


Rita Lavoyer


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GOTAS FUGIDIAS



A água desce pelo canal aberto por muitas de suas forças,
 as primeiras da nascente.

Ela é transparentemente cristalina.

Há um obstáculo do qual ela não pode desviar,
 quebrando-se, sem não antes registrar nele a pancada rápida da sua vazão,
 seguindo trincada o seu curso quebradeiro.

Tento pegar uma molécula,
que espatifa no ar,
para matar a sede que me causa esta revolução química.

Mas as suas partes caem em pé e fogem mais fortes ainda
 a procura de outros fragmentos,
 na intenção de recompô-los,
deixando-me com água na boca.

Eu observo os furos na dura silhueta daquela pedra.
Desconheço-os todos,
porque foram aquelas,
 as primeiras que passaram,
 que deixaram as suas marcas ali.
 Sobre ela repouso-me e não demora outra molécula me leva silenciosamente.

Apoiada neste silêncio,
 descubro que há uma ilha em nós,
dentro da qual encontro o conforto do respeito
 que se estende por todo aquele canal
 que eu tenho que percorrer para entender-me
 e entender o significado da minha passagem no outro.

Quando eu me reconheço
 uma gota composta pelo universo que me deseja,
eu rio no choro daquela água
que me leva a nado para os braços do horizonte,
onde, encontrada por todos que ali chegaram,
 seremos molécula única do oceano.



Autoria Rita Lavoyer- Membro da Cia dos blogueiros

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ANGÚSTIA






 
 




Ah, palavra, palavra!

A tua inexistência em mim

faz da minha existência

uma curva perdida

que não encontra o começo

e nem o fim do ponto.

Ela se perde no meio

porque, palavra,

não encontro em você recursos

que expressem a angustia do meu embotamento.

É você, palavra, é você

a culpada pelo meu silêncio.


ÀS VÍTIMAS DE BULLYING

autora - Rita Lavoyer