CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O HOMEM E O OUTRO SEU IGUAL




“Um crime inexplicável e a dor dos pais” Folha da Região, A12 de 24/10/2010.

Garotos E.M.A.G., 15 e A.P.J., 13, vão à casa de colega L.S.S., 13, convidá-lo para brincar. Em poucos minutos o convidado L.S.S. encontrava-se morto e desfigurado. Foi morto a pauladas pelo colega de escola, 15 anos.

Acabada a leitura, era dor trafegando de um lado para o outro no meu corpo.
Quem é o meu próximo e quanto de mim está contido nele para que eu o veja e o respeite como eu mesma gostaria de ser respeitada? Quanto de amor sinto por mim para depois amar o meu próximo como a mim mesma?

Se uma criança grita que viu uma barata, e o seu protetor tiver asco do inseto, antes mesmo de vê-lo já sai armado para eliminá-lo sem dó. Investe contra ele, e não para o ataque para não deixá-lo cambaleante. O protetor cessa quando vê a barata esmagada, tirando-lhe a oportunidade de sobrevivência diante dos olhos do seu protegido.

A.P.J.,13, pedia ao amigo E.M.A.G,15, parar com o ataque sobre L.S.S.,13, que foi o vitimado. A.P.J. podia ter pulado sobre o colega agressor, 15, desferido-lhe socos, puxado-lhe os cabelos, mordido, arranhado, bater e apanhar para impedir que ele matasse o colega; mas, não! Assistiu a cena.

A lei de talião: olho por olho, dente por dente, consistia em pesar a pena ao crime. Em Jesus encontramos: “dê a outra face”. Uma vez educados, educamos os nossos a darem a outra face quando uma já foi socada. Somos formadores. Damos às partes envolvidas a oportunidade de exercerem as suas funções: agressor e agredido. Se há testemunha, transferimos à ela a responsabilidade por não ter se posicionado entre um ou outro. Quantos lados tem a face do crime após as suas interpretações?

Fatos dessa natureza mostram que estamos para violentos e para violentados. Mas não muito para defensores. No afã de fazermos o bem, muitos apascentamos outros rebanhos, descuidando do próprio pasto. Os pais nesta questão não entendem como os filhos se envolveram tão rapidamente na brutal história.

Por que isso? Por que aquilo? Se o que prevalece no seio das três famílias é a religião e a crença em Deus? ELE nunca nos castiga e essa é a mais pura verdade de todas as histórias.
Impressionante é que as três famílias envolvidas não colocaram essa máxima em dúvida nas entrevistas dadas.

Tentar explicar essa máxima a uma criança vitimada constantemente é que é difícil. E para invertermos o quadro a nosso favor usamos a própria vítima como foco: “Ainda está vivo, agradeça!”

Demônios existem. Somos ‘nós’ contidos no nosso próximo, tornando-o nosso igual, razão pela qual o queremos eliminado. E o eliminamos, eliminando a nossa identidade refletida, aquela por quem não sentimos amor nenhum; mas, asco. É a nossa forma de ver as coisas, importantes ou banais, conforme somos, que faz os nossos demônios melhores ou piores.

Por isso matamos, nós e o outro - nosso igual -, com as armas que temos, cravando-lhe nossas chagas, na tentativa de despregarmos de nossas cruzes, nas quais nos aprisionamos, para não sermos assistidos ou tachados ‘sangue de barata’.

Superar traumas não é tarefa fácil. Por que Deus não estava lá no momento em que a criança morria de forma violenta pelas mãos de outra criança?

Três famílias religiosas e de fé inabalável irão, na superação da dor , entender que Deus assistia e não era apenas espectador; mas vamos assistir ao filme sobre a matéria, bem lá na frente, quando as nossas visões conseguirem alcançá-lo.

Em qual parte do nosso caminho há uma cratera em que temos que esticar as nossas pernas ao máximo para conseguirmos saltá-la e seguir em frente? Iremos vê-la bem lá atrás, quando o nosso coração conseguir entender.

Deus nunca erra. Deus nunca se ausenta.

Rita Lavoyer

sábado, 16 de outubro de 2010

ABORTO E CASAMENTO HOMOSSEXUAL

Imagem da internet





Engraçado que esses temas não deveriam ser o foco nos discursos das disputas eleitoras vigentes. Mas sem projeto não dá! Projeto que o povo não entende não dá voto. Precisa espetar as mazelas de cada escala sociocultural para poder ver manivela fazendo circular cérebros. Cada um usa a manivela que possui e a administra da forma que lhe compete. O discurso do “Sou contra isso, mas sou a favor daquilo” ou “ Sou a favor disso, mas sou contra aquilo” anda enchendo o meu saco e perturbando a minha paciência.

Pasmem!

Se eu sou contra a prática do aborto, compete a mim, por acaso, julgar quem o praticou sem conhecer a realidade da mulher que se sujeitou a tamanha atrocidade, arriscando a própria vida, sem conhecer, dela, a história, e a sua trajetória de vida?

Se eu prefiro o homem à mulher, quem tem opinião contrária, tem alguma coisa a ver com o meu gosto sexual ou vice-versa?

Eu sou contra o aborto e não nego, como também não nego conhecer a felicidade de estar ao lado da pessoa que amo. Se eu sou contra o aborto e a favor da vida, por que ser contra o amor e a união de duas pessoas do mesmo sexo que se amam? Respeitar a natureza de cada um, inclusive a própria, não é exaltar a vida?

Candidatos não deveriam discutir isso em suas disputas eleitorais, mesmo porque governante algum conseguirá impor a uma Nação as suas convicções, seus ideais, sua conduta ( conduta?). A não ser que este seja tirano. Além do mais, ninguém irá corrigir (corrigir? quem está errando?) o que acontece desde a criação do mundo.

Sobre política uma coisa é certa: Quem não investir em educação não estará matando apenas os que estão no ventre e querem nascer, embora sem sabermos as qualidades que as crianças terão numa educação futura, mas estará abortando os sonhos do Criador.

Aborto não é matar somente aquele que ainda está sendo gerado, mas é decepar a infância e a juventude, obrigando-as a se enganarem dentro de escolas estéreis que não têm competência de gerar cidadãos, porque a educação foi, há muito, abortada dos projetos de políticos sem compromissos com o agora, tão pouco, com o futuro. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é somente impedir que um ser venha ao mundo, mas deixá-lo vir sem que tenha a mínima condição de segurança para sair de dentro de uma cápsula chamada casa e conseguir voltar para ela vivo. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é somente interromper uma gravidez por vontade própria, mas também obrigar cidadãos a se submeterem às vontades de um sistema político corrupto, porque este aborta daqueles condições de aprendizado para desenvolverem opiniões e reivindicarem seus direitos com segurança. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é pior do que crianças sendo violentadas dentro de casa ou se prostituindo nas ruas para sobreviverem, vindo gerar outras crianças para o sistema evolutivo da espécie. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é pior que deixar nossas crianças se drogarem em cada esquina, porque nas campanhas eleitoreiras anteriores todos se preocuparam com isso, com aquilo e tudo mais, mas até agora não fizeram nada para que essa “parada legal” fosse legalmente resolvida, mesmo porque quem está no comando, e mais bem armado, é o traficante e não o policial que morre no exercício da sua função, e deixa nos peitos da mulher o filho que nunca mais o verá retornando para casa. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é pior que enganar uma população com vales mensais para que ela volte a ser cidadã, diferenciando-a dos calangos, quando, na verdade, está sendo apenas um objeto fácil de ser manipulado. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é pior que uma prisão estupidamente lotada, porque a grande maioria dos que estão ali, é vítima de um sistema que necessita de bandidos para se manter no poder e que a usa e a avilta em palanques para conquistar os nossos votos, cidadãos que carecemos de proteção. "Mas vamos resolver se formos eleitos"

Aborto não é pior do que morar em favelas onde as mínimas condições para se viver com dignidade não imperam, mas onde as balas perdidas fazem vítimas inocentes a todo instante, fazendo rolar morro abaixo sonhos e esperanças acreditados nas urnas. "Mas vamos resolver se formos eleitos"
Aborto não é pior do que ver velhos, homens, mulheres e crianças morrendo nas filas dos hospitais e postos de saúde que não funcionam ou estão lotados. "Mas vamos resolver se formos eleitos."

Aborto não é pior do que ver um povo tendo os seus ideais estuprados todos os dias pelos candidatos a quem confiamos os nossos votos, e ainda nos fazem sofrer pela ingestão de seus gozos sarcásticos exercidos às nossas custas e costas. Mas, se deixarmos, vão continuar nos f. ,os eleitos.

Isso não é uma prova de casamento mal feito entre parte de uma Nação com crápulas em quatro, oito anos ou décadas que não nos cabe nem o divórcio?

União entre homossexuais então, não pode? Demagogia sim!?

União feliz e digna onde o que impera é a luta para conseguirem viver juntos um amor limpo e leal, não pode? União de conveniência para enganar eleitor e a sociedade pode!?

Há políticos que, sem escrúpulos, tentam nos engravidar todos os dias com suas mentiras e querem que as geremos. Abortemos as enganações de quem estamos prenhe, para expurgarmos da política futuros fdp.
A Nação agradece e o nosso Criador também, porque sem EDUCAÇÃO, e do jeito que estão as escolas públicas estaduais, não dá para continuar. E os ideais... óóóóóó!!


Rita Lavoyer

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O MAR DE OMAR

imagem da internet



Omar amarelado, de bronzeado descascado, você, tome cuidado. O mar é bem salgado, se não lavar o seu corpo o sal vai cozinhá-lo.

A onda é uma boca aberta que lhe sorri. Quando você cai nela, ela fecha logo pra te engolir.

Amar o mar, Omar, é muito bom. Mas, nem tanto ao mar, também ao céu e um pouco ao chão.

Terra é uma esfera que gira, gira e está sempre no mesmo lugar, porém de uma inesgotável função. O mar, Omar, tem suas ondas que vão e vem, e quando vêm querem tudo levar. Leva, mas só muda de lugar, porque ainda continua dentro da esfera que está no céu e gira... gira... e está sempre no mesmo lugar.

Gaivotas.
Gaivotas são voadoras, pescadoras, avassaladoras... Omar! Fazem o seu curso, um pouco aqui, outro acolá. Quando estão saciadas ancoram numa pedra para descansar. Ancorado na areia, Omar, você vê tudo passar.

Está na hora do lanche, você sonha com uma lancha para desbravar o mar. O sonho é curto porque o lanche não tem pra saciar a fome. Mas tem uma prancha que finca na areia, se encosta nela para apoiar as costelas.
Você viu uma mina. Um tesouro talvez, ou então um pé de chinela que você pode levar. Mas quando!? Não vai se levantar para ir conquistá-la?
Há vermes na areia. Eles penetram o corpo. Fazem carreiras. São profissionais. Detonam a pele e, vermes dessa natureza não há remédios que os impelem. Cura daqui, aparecem outros ali. Coça e, às vezes, sangra. Coisa estranha, ínfima, invisível. Devora, toma conta das entranhas. Dá bicheira de pé, frieira mesmo. Fede! Do mais, dá mancha branca na pele, principalmente no rosto, desce para o pescoço e assim vai a procura de outros orifícios.

É isso aí! Ficar na praia é uma gostosura. Se bem frequentada torna-se a um ótimo lazer. Mas o que fazer, Omar, Omar?

O mar? Está lá no mesmo lugar, não vai sair nunca. Como tudo pode acontecer, pode ser que venha a secar. Tudo pode acontecer, Omar!

O que nunca, jamais acontecerá são duas ondas virem a se reencontrar.

Se banhou, banhou. Acabou!

Se quiser de novo, pegue outra onda. Sabe? A vida o sonda. E saiba mais, porque o que se sabe de onda é que ela vai e que ela vem, levando para o mar os vermes que a areia tem.

Rita Lavoyer

sábado, 2 de outubro de 2010

SONHO DE BONECA

Imagem da internet


A boneca foi apresentada a uma menina muito mimada. A menina mal a olhou e num canto a boneca encostou.

O brinquedo era um encanto. Sabia rir, sabia chorar e trazia um brilho especial no seu olhar. A criança, que mal sabia a própria idade, disse que aquilo era um brinquedo careta e passava o dia inteiro, na frente do espelho, gastando a sua vaidade.

E o tempo passou...passou... e a boneca com tristeza, cantou chorando assim:

“ Sou uma boneca, preciso ser usada, e amada... e amada...
Tire-me daqui, desta caixa apertada. Eu sou um brinquedo, não me deixe abandonada.
Por favor... Por favor... Pegue minhas mãos, vamos rodopiar... brincar de escolinha e de cozinhar...

Venha agora! Venha agora! Me tome em seus braços, penteie os meus cabelos e coloque um grande laço.

Viajaremos pra lua, pros mares e pro sol. Te chamarei de Baby, me chamarás de Doll.

O game é muito bom, mas eu sou milenar. Se eu ainda existo é porque sei ensinar.... e mexer com a imaginação... Eu sou muito viva, tenho alma e coração.

Quem me inventou não estava brincando. Ele me projetou pra você crescer amando... Eu sou um bebê feito pra sua idade, brincar de boneca é sua realidade. O meu choro é brincadeira, minhas risadas pura verdade.

Brincar de boneca não é tempo perdido. Se brincar comigo não correrá perigo.

Brincadeira divertida não é tempo roubado. Brinque comigo agora, não arrume namorado.
Chame um coleguinha, aquele seu vizinho, ele brinca comigo e você com o carrinho. Com brinquedo pode fazer troca, isso não importa.

Essa brincadeira vai lhe valer a pena. Brincadeira saudável ciência nenhuma condena.”

Não adiantou. A boneca cantou, cantou. Chorou, chorou. E, trancafiada na caixa, continuou.
A menina? Hum... A menina se arrumou. Pôs perfume, salto alto e jeans transado. Foi para o shopping ver vitrines e arrumar namorado.

Ficou... Ficou...

Ficou aborrecida, voltou pra casa e chorou.

Tirou os sapatos apertados, pôs de lado o jeans transado e botou o seu baby-doll . Abriu o armário e avistou a boneca. Com um sorriso largo, aquela boneca encantada, o coração da menina tocou.

Daquela caixa apertada, saiu um anjo da guarda que a menina abraçou e beijou.

Brincaram a noite inteira e ao lado da boneca a menina adormeceu.
No dia seguinte, após uma noite encantada, uma história infantil aconteceu.


Feliz dia das crianças.


Rita Lavoyer