CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MORTO PELA CRUZ DE CRISTO



Vinte e quatro era bastante para a sua pouca idade,
e pouco para as horas que pretendia permanecer ali.


Chegou à igreja e prostrou-se debaixo da cruz , pendurada
no teto com corrente, apenas no madeiro vertical, na ponta superior.


Dobrava os joelhos e erguia a cabeça. Passou horas a fio observando
aqueles contornos nus envoltos em um pedaço de pano de bronze.


O vento, que entrava velozmente pelas portas abertas,

balançava o Homem que agarrava-se aos pregos

para não ser levado pelo sopro do tempo.


As pálpebras do crente sentiram o peso daqueles braços abertos,

e fecharam-se adormecidas com o movimento do pêndulo.


Com o céu romperam-se os elos.


Ela despencou-se do teto caindo sobre a cabeça do rapaz.


Ali ficou, no chão da igreja, morto pela cruz de Cristo.

Rita Lavoyer

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

INSTRUMENTOS DA ESCRITA



Há fases em nosso longo período de vida que de fato passam.
Nomeio esse período – FOLHAS

Há vidas, que de fato, não percebem o período do fato.
Nomeio esse fato – LETRAS.

Aconteceram fatos em certas vidas, que não eram para determinado período.
Nomeio esses acontecimentos – LÁPIS.

Há vidas, ainda, que apesar de os períodos ter-lhes sidos determinados, não são capazes o suficientes de nomear os acontecimentos.
Determino a essas vidas – BORRACHAS.

Em um determinado período da vida, um lápis encontrou-se com uma folha , e esse fato passou despercebido. De fato, ambos não estavam preparados para o acontecimento.

Não muito depois, o tempo caprichoso que é, permitiu-lhes outros acontecimentos. Outros e outros também.

Nesse período os fatos foram se concretizando e, lápis e folha , com muita inteligência, conseguiram formar letras.

E os períodos foram passando e fatos se concretizando cada vez mais.

Desde então, a inteligência flanelada pelos fatos, brilha sabedoria, e lápis e folha com toda a sua família de letras conseguem formar palavras, registrando-as nas páginas das histórias de vidas que não passam, são folheadas.

Isso é, de fato, um grande acontecimento.

Quem, em todo o seu período de vida, não ouviu uma história, a mais banal que fosse?

Quem, já adulto, não ouviu ou não contou uma história para dormir, a mais carinhosa ou assustadora?

Pois é!
Se com você esses fatos ainda não aconteceram, conte agora uma história, ou durma com essa que lhe contei.
Senão...
Passe a borracha.

Rita Lavoyer

domingo, 3 de janeiro de 2010

PROCURA-SE ESTE AMIGO.

Recebi esta foto de um paparazzo amigo meu.

Por favor, se você souber queria logo me dizer.

Este homem foi contatado pela última vez na praia em Guarujá.

Trajava uma sunga do time do São Paulo e fazia uso de um lap top,
como ele mesmo prefere dizer sobre o seu computador de mão.

Apesar de ele ser sãopaulino, já contraiu matrimônio. Afirma.

Suas características são claras, apesar de sua pele bronzeada pelo sol noroestino.

A última vez que foi visto, digitava um texto sobre o "Fescenino" para ser publicado no dia 31/12/2009 no Jornal da cidade, embaixo de um sol escaldante, engolindo uma cerva triangular. Enquanto registrava suas idéias no texto, teclava um ‘dedo de prosa’ no MSN com uma tal de Araçatuba, para quem avisou que desceria até Santos a fim de degustar uma quadrada com um outro tal também da terrinha.

Então o Natal se foi...E ele nunca mais apareceu. Será que conseguiu descer as curvas para tomar aquela que desce quadradamente? Será que a quadrada lhe fez mal? Será que aquele, com quem tomaria a quadrada, o enquadrou? Registremos B.O.

Alguém já foi contatado? Já foi anunciado o valor do resgate? Vilipêndio de cadáver?
Caros, temos que descobrir com quem ele tomaria a sua cerva em Santos. Essa pessoa é a principal suspeita. Botemos a boca no mundo. Queremos o cara de volta.Ele atende pelo nome de Amigo.

Ah, antes mesmo de terminar de escrever este texto, recebi uma informação de que havia dado entrada em um hospital, nas beiradas do mar, um 'cabra' com as características desta foto.

Então 2010 entrou... e nada.

Celebremos a missa.



Artifinalista: Hugo Lavoyer.