CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 20 de junho de 2017

APERTO DE MÃO


Rita Lavoyer


Sabe-se que o aperto de mão é um dos cumprimentos mais antigos da humanidade.  A história vem lá dos faraós do Antigo Egito que acreditavam que os poderes lhes eram atribuídos quando as divindades lhes estendiam as mãos. Amanhã, dia 21 de junho, é o dia internacional do aperto de mão.  Nessa vida o que não nos faltam são apertos, principalmente para os refugiados cujo dia mundial comemora-se hoje, 20/06. 


Apertar as mãos de outras pessoas significa muitas coisas: inclusive fazer pose para fotos após selar algum negócio. Há apertos de mãos em que um dos pares ri para não chorar. O “aperto” é aperto mesmo, quase quebrando os ossos, como um código a ser decifrado:  “faz o que proponho senão os ossos quebrados serão o da tua cara”.







No livro: “The Definitive Book of Body Language” – O livro definitivo da linguagem corporal, explica que: “quem a coloca pelo lado superior, com a palma virada para baixo, tem a intenção de ter o controle do encontro. O mesmo ocorre de forma inversa. Ao posicionar a mão de forma inferior, você indica submissão, demonstrando que a outra pessoa pode ter controle naquele momento.”



Na Índia, as pessoas se cumprimentam e comem com a mão direita, porque a esquerda é impura; não usam papel higiênico, mas se lavam.  Lá, o que a esquerda faz a direita já nasce sabendo, sem promoverem vingança uma a outra. Aliás, hoje é o dia da vingança. Quem é o estressado que vai comemorar isso? Melhor ir pescar. Parabéns, pescador! Hoje, 20/06,  é o seu dia também.


Um pouco sobre o dedo.  A mão fechada com o polegar apontado para cima, em alguns países é sinal de aprovação. No facebook é “curtir”, mas no Afeganistão é um ato muito obsceno. Sei não, vai ver que o polegar erguido é uma metáfora. Quem sabe dos traumas que Alexandre, o Grande, cravou naquele povo quando explorou aquele território séculos atrás? 
E por sofrerem repetidas invasões ao longo da história, hoje, quem fizer um “chimite” a um afegão, sem 
querer vira homem-bomba e não lhe sobra tempo nem para curtir um aperto de mão. 

Na Arábia, arrotar após as refeições é sinal de educação; e um Sheik pode, simplesmente por ser um Sheik, fazer uma “proposta indecentemente irrecusável” a você, caso ele, estando estressado, o veja no hall de um luxuoso hotel de lá e o ache boa companhia para uma peixada regada a vinhos.  Nesse caso, o aperto de mão entre ambos pode ser diplomático. Não quero nem saber qual dos dois arrotará primeiro após a pescaria.   

Em algumas tribos do Tibet, mostrar a língua é um ato de cumprimento. E do Tibet encontrei esta filosofia: "É melhor ouvir uma vez do que ouvir muitas." Isso justifica mostrarem a língua.   

Tapinha nas costas durante um cumprimento é falta de educação em algumas culturas.  Um aperto de mão já é suficiente. Na política brasileira, tapinha nas costas dá direito a viagens em jatinhos particulares com estada em hotéis de luxo totalmente paga, e apenas um aperto de mão sela o silencio do político com seu mantenedor.

Há toques de mãos que mais se parecem a um fio descascado ligado em alta tensão. É cada choque que a gente recebe que nossos cabelos ficam tostados. Depois os nossos olhos liberam faíscas e maledicentes dizem que nós temos TPM. 

Enfim, há aperto de mão mais forte, mais suave, com e sem vontade.  Há aperto de mão que nos faz arrepender pelo resto da vida e aperto de mão que a gente nunca mais quer que se desfaça. 

O aperto de mão é rico em significados e pode revelar muito sobre nós, produzir efeitos marcantes.

Pense que seu aperto de mão não é mera formalidade. Não deixe isso para amanhã, estenda a sua mão, faça-se porto seguro para outra mão que talvez necessite refugiar-se no conforto do seu cumprimento.

Estendo-lhe a minha para que sobre ela coloque a sua. Mas sem estresse, tá? Não curto pescaria.  

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domingo, 11 de junho de 2017

MICROCONTOS

Participei diariamente, no mês de abril, do projeto de microcontos do Escambanauta. 
Por dia havia em média de 400 a 900 contos e a cada final de semana saia a lita dos 35 classificados. Eis que, entre milhares de microcontos,  na quara semana fiquei em 13º lugar  entre os 35 classificados. 

A palavra do dia 27/04 era Lavatório. Destacado lá embaixo.

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Palavra do dia 29/04/2017: ladrão

- Hei, irmão, onde acho um lugar com boas leis, povo gentil, sombra e água fresca?
-Lá, na terra que tem palmeiras onde canta o sabiá!
- Biodiversidade, Festas, Enem e Saci-pererê?
- Lá, onde canta o sabiá!
- Justiça igualitária e nenhum tipo de ladrão?
- Bom, aí, só em Brasília, onde canta a sereia.
#microcontoescambau
#concorrendo
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Palavra do dia 29/04/2017: ladrão

Sob violências, Théo roubou-se a vida toda.
Não tendo mais o que subtrair de si mesmo, perdido entre os objetos do seu latrocínio, identificou-se como ladrão em potencial. Rendido, entregou-se a um amor bandido. Dele, recebeu tudo o que não tinha e, sem violência, pediu que lhe roubasse o coração. 
#microcontoescambau
#concorrendo

Greve- 28/04

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Palavra do dia 27/04/2017: lavatório

Após a transa, o rapaz ocupou o banheiro.
- Moça, já usei lavatórios mais limpos que este! – ele observou.
- Eu também já beijei umbigos menos fedidos que o seu – ela lhe respondeu. 

#microcontoescambau
#concorrendo

Palavra do dia: lavatório

Seu falatório não convencia mais ninguém na recepção do pronto socorro. Teria que esperar sua vez para ser atendida. Não aguentando mais e, com a boca seca, arrastou-se até ao banheiro e banhou-se no lavatório. Agarrou-se nele e, perdidas as forças, sentiu seu filho escorrer-lhe entre as pernas.

#microcontoescambau
#concorrendo

 microconto classificado em 13º lugar na quarta semana. 

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Palavra do dia 26/04/52017: discoteca

Do casamento desfeito restou-lhe a discoteca, a vitrola e o cachorro. Todos os dias, esperançoso, ouvia: “Eu cheguei em frente ao portão. Meu cachorro me sorriu latindo, minhas malas coloquei no chão. Eu voltei.”
Um dia o cachorro se foi. Com ele, enterrou “O portão” e redescobriu o rock and roll. 

#microcontoescambau
#concorrendo

Palavra do dia: discoteca

Para se vingar da sogra, que morava em sua casa, foi à discoteca dela e, com uma ramona, riscou-lhe a coleção de disco do Waldick Soriano.
Caiu na cachaça e dizia: Eu não sou cachorro não, por causa dela sou muito desprezado. 
Bêbado, em casa, xingado de cachorro, a esposa o encheu de chineladas. 

#microcontoescambau
#concorrendo

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Palavra do dia 25/04/2017 : terminal

John enviou bilhete à sua amada Bety:
“Querida, espere-me no terminal rodoviário às 16h. Não leve bagagem.”
Foi Any, irmã dela, quem recebeu o bilhete. Escreveu outro e Bety foi para o terminal ferroviário, às 16h, com bagagem para vida toda.
O casal, John e Any, há anos, procura por Bety. Any chora.

Palavra do dia: terminal

Dora, no terminal da vida, esperava o trem da alegria passar, para embarcar numa viagem que lhe desse prazer.
Num dia de tormenta, o teto do terminal desabou. Dora olhou para cima e viu um avião.
- Gente louca! - Pensou.
Não tendo onde sonhar, entrou na igreja, orou e pediu coragem para voar. 

#microcontoescambau
#concorrendo 

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Palavra do dia 24/04: língua
Com suas unhas, Marina arrepiava o namorado que adorava chupar sorvetes. Ela preparou uma sopa e o convidou para jantar, mas não fez sobremesa alguma. Ávido para experimentar o prato da noite, ele queimou a língua com o caldo quente, escapou dali e foi chupar sorvete com o corpo todo arranhado. 
#microcontoescambau
#concorrendo


Palavra do dia: língua

Imaginava que havia um exército de inimigas ao seu encalço. Sem armas para se defender, usou a própria língua e quase detonou as adversárias, que não sabiam de nada, mas sabiam do poder que também tinham na língua.

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Palavra do dia: embargo

O inglês era um embargo para sua vida de estudante. Então apareceu o português, professor de inglês, que a ensinou a usar a língua. Quando aprendeu, ela deixou os estudos e fugiu com aquele embargo.

#microcontoescambau
#concorrendo

Palavra do dia: embargo

Prevendo um embargo geral na sua obra, correu na farmácia e comprou supositórios.
#microcontoescambau


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terça-feira, 6 de junho de 2017

FAZENDO UMA FEZINHA!

Rita Zuim Lavoyer

Hoje é o dia do vendedor de bilhete de loteria. Falar sobre ele remete-me ao meu avô. Na minha infância, havia o seu “Bebel bietero”. Ele passava em frente de casa e gritava: “Ó biete! Ó biete!”.

Ele parecia-se muito com o “Sujismundo” da campanha lançada em 1972, com fins educativos e trazia o slogan: “Povo desenvolvido é povo limpo”, bem aos moldes de: “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Este é um país que vai pra frente” e “Ninguém segura este país”. Lembra-se?

O Sujismundo era o protótipo de brasileiro em quem não se podia espelhar. Ele jogava papéis no chão, esparramava objetos pelo escritório onde trabalhava, trazia aparência de sujo e uns mosquitinhos circulando-lhe a cabeça. Esse era o sujeitinho sujo do Brasil daquela época.  Então, o “Bebel bietero” parecia-se com o Sujismundo da propaganda. Mas só aparentemente. Ouvia dizer que era honesto, trabalhador que sustentava sua família vendendo bilhete de loteria.  

Meu avô, aposentado com meio salário pelo Funrural, fazia uma fezinha, comprando um pedaço do bilhete da loteria federal, a mais popular da época.

Até hoje há os vendedores de bilhetes de loterias porque sempre há compradores. Mas quem tem ganhado frequentemente com a “sorte” são “alguns brasileiros”, não como nós, civilizados, que aprendemos que povo desenvolvido não é ser apenas limpo...   

Há “brasileiros” de caras lavadas que a cada aperto de mão, tapinha nas costas, almoço e jantar “de graça”, contratos, maletas, subornos, propinas, black-tie e afins enriquecem, como se ganhassem dezenas de vezes numa mega-sena acumulada meses e meses. Quando descobertos dizem que trabalharam para o bem do povo, bem ao estilo malandro: “um para o povo e nove para mim”. Assim faz sentido fazer o bem, e muitos desse povo, mesmo sabendo que os malandros nos fazem seus objetos da sorte, ainda os defendem.   
Quem não se lembra do João Alves e os anões do orçamento que compravam jogos premiados para lavar dinheiro roubado da nação? E hoje as lavações e as sujeiras agigantaram-se ainda mais. 

O que essas pessoas que vêm a público defender acusados de roubarem a nação, seja de esquerda ou de direita, estão ganhando? Pensam que nos enganam, que defender ladrão dos cofres públicos o faz em defesa do país e do povo brasileiro? Defender ladrão do erário em detrimento da justiça é defender a sujeira do próprio umbigo. Essa é uma maneira de alguns “representantes do povo” ganharem na loteria todos os dias: o povo ingênuo os premia com suas defesas, mal sabendo que estão caindo no golpe do bilhete premiado.  Que desenvolvimento é esse?

Qual país que vai para frente mantendo no poder corruptos que se apoiam, e uma turma querendo que outro malandro de igual calibre retorne ao trono? Que país que vai para frente com líderes partidários berrando cinismos em defesa do país, roubando em nome do povo e a sua sorte na mesma proporção, e seus seguidores aplaudindo-os? Que pais que vai para frente tendo o povo digladiando-se em defesa de ladrões para provarem que têm ideais políticos?

Como nos ensinava meu avô: - Quem defende ladrão e se espelha nele para viver é tão pior que o próprio ladrão defendido e espelhado. Sorte mesmo a tem quem compreende essa máxima.  

Que o slogan de hoje seja: Povo desenvolvido é povo honesto.


Já é tempo de pôr em prática: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Que esses “sujismundos representantes do povo” o deixem, ainda que na marra, de preferência algemados e que o povo tenha a sorte de vê-los na cadeia, ainda que em território nacional comendo o que é pago por nós,  senão “Ninguém segura este país” nos trilhos que o levam para frente e Lava Jato nenhum conseguirá limpar o que os “sujismundos” no poder vêm sujando.
Estou fazendo essa fezinha!


quinta-feira, 25 de maio de 2017

RECENDO O TROFÉU ODETE COSTA

Dia feliz.
Receber o troféu Odete Costa este ano foi uma bênção. 
Estou muito agradecida a todos que acreditaram no meu trabalho, 
comprometo-me em melhorar cada vez mais.
Rita Lavoyer - Categoria Literatura






        

quarta-feira, 24 de maio de 2017

TROFÉU ODETE COSTA

                   Troféu ODETE COSTA.
          Hoje, na Câmara Municipal, às 20h, acontecerá a entrega do troféu ODETE COSTA.
          Sou muito grata porque participarei deste evento, recebendo a honraria, na categoria Literatura.
          Emocionada por ler no Caderno Vida, da Folha da Região,hoje, que o livro “O Alzheimer do Vovô resultou na escolha da escritora Rita Lavoyer como vencedora do troféu na categoria literatura. A obra foi avaliada pela secretaria como um incentivo à compreensão da doença e à convivência com aqueles que dela padecem.”
          É gratificante demais ver reconhecido o nosso trabalho. Há escritores excelentes em Araçatuba e não me sinto melhor do que eles por chegar até aqui, mas, sim, o peso da responsabilidade. 
          É gratificante demais passar dias e dias diante do computador escrevendo uma história. Voltar atrás, apagar o que foi escrito, mudar nomes de personagens e recomeçar de novo. Mudar o meio, o final, e retornar ao início e dar novo começo... e ver seu trabalho reconhecido.
          É gratificante demais achar... “achar” que a história está terminada e procurar ilustrador para completar nosso trabalho. Obrigada, Marcos Gratão, por aceitar ilustrar minha história, ajudando-me nesta empreitada.
          É gratificante demais correr atrás de editoras, pegar orçamentos, planejar e trabalhar, trabalhar, trabalhar e guardar o ordenado para pagar a edição do livro e ver que a trabalheira não foi em vão. 
          É gratificante demais ver uma história planejada transformada em livro...
Depois a luta de bater em porta em porta para vendê-lo. Explicar em cada porta o seu projeto, o que e quem quer alcançar com ele. 
          É gratificante conseguir entrar nas escolas , apresentar-me aos leitores mirins e contar os porquês, os porquês e os porquês e por que a história começou e acabou tornando-se livro.
          Ainda que nas vendas dos livros eu não recupere o dinheiro investido, não estou nem aí. Vou continuar trabalhando para fazer outros, outros e outros, que só não estão prontos por falta de dinheiro mesmo. 
São tantas graças recebidas e tanto a agradecer que não caberiam aqui.
          À minha família e aos meus amigos que acreditam no meu trabalho, e me incentivam a ir adiante com minhas histórias o meu 
MUITO OBRIGADA, MUITO OBRIGADA, MUITO OBRIGADA. 
De coração:
MUiTO OBRIGADA.
Rita de Cássia Zuim Lavoyer


segunda-feira, 15 de maio de 2017

MICROCONTOS


Palavra do dia 23/04/2017: embargo

O inglês era um embargo para sua vida de estudante. Então apareceu o português, professor de inglês, que a ensinou a usar a língua. Quando aprendeu, ela deixou os estudos e fugiu com aquele embargo.

#microcontoescambau
#concorrendo

Palavra do dia: embargo
Prevendo um embargo geral na sua obra, correu na farmácia e comprou supositórios.

#microcontoescambau
#concorrendo

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Palavra do dia 22/04/2017: almanaque

Sentou-se em sua cadeira de balanço, pegou o seu almanaque da infância, o único, e disse:
- Hoje, de novo , eu tenho outra historinha para me contar.

#microcontoescambau


Palavra do dia: almanaque

Levava os almanaques que juntava na casa da patroa ao pai, na prisão.
Ele os guardava, apenas. Um dia confessou-se à sua única visita.
-Filha, se eu soubesse ler, eu teria escrito e não a teria matado.

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Palavra do dia 21/04/2017: disputa

- Sou SO-LI-TÁ-RI-A. Polissílaba. Mesmo se juntar o hiato, sou maior que você!  
- Sou BAC-TÉ-RIA. Trissílaba. Meu ditongo pode ser separado, parasita!
- Sou dissílabo ou monossílabo vulgar. Parem com essa disputa! Se eu me fechar vêm os remédios. Adorarei despachar suas sílabas numa diarreia.  

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Palavra do dia: disputa

Na disputa entre os ponteiros do tempo, quem venceu foi o automático que não precisava de pilha.
#microcontoescambau
#concorrendo



#microcontoescambau
#concorrendo

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Palavra o dia 20/04/20147: ópera

Roncava vergonhosamente. Mesmo assim foi à ópera.
Depois que o acordaram, o espetáculo recomeçou.

#microcontoescambau
#concorrendo

Palavra do dia: ópera

De repente, um pernilongo e sua ópera romântica. De repente, dois pernilongos e uma picadura. Pronto, acabou o romantismo.

#microcontoescambau
#concorrendo


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Palavra do dia 19/04/2017 – sogra

Palavra do dia: SOGRA

Marido, com língua inchada, procurou ajuda.
- Isso, na sua língua, é doença que sua esposa levou para dentro do seu lar.
- O que é, doutor? – gaguejou o homem com voz manca.
Escreveu no papel e mostrou ao paciente:
S.O.G.R.A. Doença grave! Não devemos pronunciar.
- Tem cura, doutor?
-Tem não, senhor! 


Palavra do dia: sogra

Leu no açougue: SOGRA - melhor anticonceptivo.
- Que quer dizer com isso, açougueiro lesado?
- Digo que com sogra por perto nenhum casal entra no cio, tribufu!
- Tome tenência, Galileu. Digo à minha filha que você é frouxo, sim! Sem mim, nem ela você teria. Pega logo minha linguiça e cale a boca!

#microcontoescambau

Palavra do dia: sogra

A sogra gerou o filho do filho e o pariu para a nora que nasceu sem útero.
#microcontoescambau
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Palavra do dia 18/04/2017: máquina

Jovem, desejou-se potência. Traçou esquemas, fez projetos, calculou mecanismos e arquitetou engrenagens.
Adulto: quanta energia! Tornou-se a sonhada máquina humana. Conectado, eletrizava as mortais suspirosas. 
Velho, sem energia, não sabe para que servem as tomada, quanto mais como plugar em uma.

#microcontoescambau
#concorrendo


Palavra do dia 18/04/2017: máquina

- Liguem-se naquela estatística! Zelem pelas máquinas! Estão ligados? Depois, voltem às suas seções, há metas para hoje! Estão ligados? Atingindo-as, limpem as máquinas e saiam, estão ligados?
- Nossa! Como consegue mantê-los tão ligados?
- Estão ligados na estatística sobre o desemprego no país. 

#microcontoescambau
#concorrendo

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Palavra do dia 17/04/2017 – raposa

- Raposa, nas fábulas sua espécie é heroína, vilã, até casaco pra madame. Diga-me, em qual posição gostaria que um escritor a colocasse?
-Hum... De entrevistadora escritora.
- Pra que?
- Para o entrevistador sentir a nova utilidade que darei ao microfone e escrever uma fábula sobre o fato depois.   

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#concorrendo

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terça-feira, 25 de abril de 2017

MICROCONTOS


Palavra do dia 16/04/2017: segredo

Vovó insistia em preparar, sozinha, as refeições à família quando se uniam. Não revelava os segredos dos deliciosos temperos, que todos adoravam.
Desconfiados, os netos espiaram-na na cozinha. Assustados com o que viram, juraram segredo sobre aquilo. Um os traiu. Todos se enojaram dele; menos vovó.

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#concorrendo

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Palavra do dia: escada

- Filho, pare de comer esses doces agora!
-Mas, mãe, por que comprou então?
- Vou colocá-los na parte mais alta do armário, longe do seu alcance.
- Mas, mãe...
- Solta esse pacote, vamos!
Ficou olhando.
- Viu? Nem com cadeira conseguirá pegá-los. Não tente escadas, entendeu?
- Sim, mãe. Quando poderei?

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Palavra do dia 15/04/2017 – escada

Em silêncio, observava, do pé da escada encostada na parede da casa, a pombinha distraída no beiral do telhado. De repente, o gato surgiu e a pombinha parecia tonta. Em vão, tentou subir os degraus. Exausto, latiu. Previu o impulso do gato e, ali, o cão venceu os degraus e o pássaro ganhou o céu.

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Palavra do dia 14/04/2017: cruz

Beijava a esposa, por quem se sacrificava, e saía para o trabalho. Por razões insabidas, chegou em casa na hora errada e surpreendeu-a com outro sobre ela. Bateu, amarrou, crucificou, fez o sinal da cruz e os queimou. Por sua falta de redenção, pegou pena máxima. Na cela, crucificaram-no também. 

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Palavra do dia: cruz

Eva pegava no pé do Ivo. Eva era a cruz que Ivo não pediu para carregar. Era Eva ver o Ivo que ela o atazanava. Ivo passou a trazer uma cruz pendurada no pescoço. Quando Eva se aproximava, ele mostrava-lhe a cruz e gritava: Vade retro, satanás! Eva rolava de rir e dizia: Ivo, quer ver minha uva? 

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Palavra do dia 13/: flauta

No Paraguai, comprava flautas para hipnotizar serpentes e ganhava sempre uma cobra de brinde. Um dia, ficou detido na alfândega. Como demorou a voltar para casa, as cobras se uniram. Na delegacia da mulher, denunciaram-no por não saber usar as flautas, sequer para coçá-las ou fazer-lhes cócegas. 
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Palavra do dia: flauta

O menino não gostou da flauta que ganhou. Assoprava-a, mas não achava graça naquilo. Um dia, acertou a cabeça da mãe com o instrumento, dividindo-o em várias partes. Da cabeça da flauta fez um apito. Isso o alegrou.  Sem paciência, a mãe juntou as partes novamente e o silêncio voltou àquela casa.

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Palavra do dia 12: cicatriz

Nasceu com um dedo a mais. Apelidaram-na de “polvinho”. Adulta, optou pela cirurgia, que lhe resultou grosseira cicatriz na mão. Envergonhada, a escondia.
Um dia, viu um “polvo” tocando viola na praça. Encantada, estendeu-lhe a mão, cumprimentou-o e saiu de mãos abanando.

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Palavra do dia: cicatriz

Rosa dizia não trazer cicatrizes n’alma. Ajoelhada, agradecia a Deus pelas lições aprendidas. Só não juntava as mãos em orações porque não as tinha. Foram cortadas pelo capitão do mato quando, criança, molhou a barra da calça dele, enquanto lavava-lhe os pés.
Dizem que, hoje, ela faz milagres.

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Palavra do dia 11/04/2017: Magia

A lagarta sonhava ser uma butterfly. Achava chique essa palavra. Esperou e suportou a magia da metamorfose para apresentar-se bela ao mundo.
Mas, vendo-se como uma borboleta apenas, não entendeu o encanto e, desapontada consigo mesma, quebrou suas asas. Sem demora, virou almoço de um camaleão.

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#concorrendo

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Palavra do dia 10/04/2017: sangue

Já era um homenzinho especial. Os pais o ensinavam, alertando-o: “não tenha sangue de barata, meu amor. Se necessário, defenda-se.”
Viu o pai pisar uma barata sem entender aquela defesa desnecessária. Vendo-a estrebuchar, apiedou-se dela. Cortou seu dedinho e, sobre o inseto, pingou o seu sangue.

#microcontoescambau

#concorrendo

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